
Antes de avançar para a compra de um veículo através de financiamento, é essencial garantir que o total de dívidas não ultrapassa 35% do rendimento mensal líquido da família. A DECO aconselha que, sempre que possível, o consumidor reúna uma entrada inicial considerável, o que não só reduz o nível de endividamento, como permite obter condições de financiamento mais vantajosas. Para comparar as diferentes propostas — que podem variar entre o crédito tradicional, o Aluguer de Longa Duração (ALD) ou o Leasing — o indicador fundamental a analisar é a TAEG (Taxa Anual de Encargos Efetiva Global), que reflete o custo real do empréstimo.
A escolha da modalidade deve também considerar os custos indiretos, como o seguro de danos próprios, que é obrigatório no ALD e no Leasing, mas facultativo no crédito comum, podendo este último tornar-se mais económico para quem prescinde dessa cobertura. A associação recomenda ainda a negociação direta com as instituições bancárias para baixar as taxas máximas anunciadas. Em certos casos, contratar um crédito pessoal pode até revelar-se mais competitivo do que o crédito automóvel específico, pelo que a consulta de várias entidades e a comparação de todas as opções de mercado são passos cruciais para reduzir o custo total do investimento.
Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:















