
A Câmara Municipal de Montemor-o-Novo prevê avançar em 2026 com um conjunto de obras e investimentos em infraestruturas, equipamentos municipais e planeamento estratégico, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida da população e reforçar o desenvolvimento económico do concelho.
Carlos Pinto de Sá, presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, referiu que “irão ser feitos investimentos na área económica, em particular na zona industrial da Adua, onde prevemos investir cerca de 450 mil euros em infraestruturas. A verba que vamos receber de derrama será empregue na totalidade na área económica e em particular na zona industrial da Adua. Também a questão do parque de exposições, que precisa de algumas reparações e de algumas melhorias, em particular no pavilhão de exposições. Queremos projetar a possibilidade de construir uma área de caravanismo, que se tem andado a discutir onde é que se vai fazer o caravanismo. Temos uma proposta, estamos a analisar se é possível, e queremos avançar este ano, no mínimo, com o projeto. Já agora dizer que temos uma verba muito significativa para empregar em projetos, para elaboração de projetos, porque obviamente para fazer pavimentações de ruas, para fazer obras em edifícios, para recuperar edifícios, para intervir no espaço público, precisamos de ter projetos. Temos muito poucos projetos ou nenhuns e, portanto, precisamos de investir em projetos. Portanto, temos uma verba de no mínimo 400 mil euros para investir em projetos, para que se possam, naturalmente, garantir que havendo financiamento, havendo capacidade do município também para fazer financiamento, que temos projetos capazes para que as obras possam avançar”.
“Dizer ainda que sobre a revisão da carta estratégica, daquela perspetiva de afinar a estratégia de desenvolvimento e procurar consensualizar, sabemos que há divergências entre as forças políticas, entre as pessoas, é natural que assim o faça, mas haver uma consensualização das principais questões para o desenvolvimento e fiz um desafio a todos que foi olhar para o castelo como um grande projeto de desenvolvimento que temos que apostar, desenvolvimento da cidade, olhar a questão das suas várias valias e ver o que é que podemos fazer e propor um projeto a prazo, a vários anos, em que haja um consenso entre todos no sentido de que possamos avançar e que o castelo possa voltar a ter um papel determinante no desenvolvimento de Montemor. Também olhar aqui a questão das instalações municipais, nós temos instalações muito degradadas, e portanto precisamos de um plano diretor que diga onde é que vamos construir novas instalações ou reabilitar instalações, no sentido também aqui de dar uma perspetiva quer aos trabalhadores do município, e portanto podemos ter melhores condições de trabalho, em particular na área operacional, mas também que temos capacidade de prestar um melhor serviço público”, acrescentou.
“Salientaria ainda a área das águas e saneamento, o ciclo urbano da água, onde queremos, por um lado, pressionar as águas públicas do Alentejo a que têm a responsabilidade de fazer um conjunto de investimentos em Montemor e que não os têm feito. Estou-me a recordar que Montemor entrou nessa parceria das águas públicas, é uma parceria público-pública, não é com o privado, o Estado e as autarquias, 20 autarquias do Alentejo. Entrámos nesta parceria por uma única razão. Nós queríamos a construção do sistema de abastecimento a partir da barragem dos Minutos para poder abastecer a cidade de Montemor, para poder passar ali pela Maia, São Mateus, aquela zona toda, Reguengo, São Mateus, abastecer ali também, se for possível, não será possível abastecer tudo, mas se for possível ir até aos Escoural. O Escoural tem falta de água e temos que garantir essa situação, mas também a nova etar que é necessário no Escoural outras intervenções que as águas públicas do Alentejo têm que fazer.














