Skip to content

VIII Encontro Internacional de Jovens Investigadores em História Moderna

A Universidade de Évora acolheu, entre os dias 2 e 4 de fevereiro de 2026, o VIII Encontro Internacional de Jovens Investigadores em História Moderna, subordinado ao tema “Mundos Ibéricos, Diversidade e Globalização (séculos XV–XVIII)”. O encontro teve lugar no Colégio do Espírito Santo e tratou-se de uma iniciativa dinamizada pelo Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades (CIDEHUS), em parceria com a Fundação Espanhola de História Moderna (FEHM).

Organizado bienalmente pela FEHM, este encontro internacional reúne nesta edição cerca de 120 participantes, oriundos de Portugal, Espanha, Itália, França, Brasil, México, Peru e Jordânia, afirmando-se como um espaço privilegiado de debate científico e de projeção internacional da investigação em História Moderna desenvolvida por jovens investigadores.

Na sessão institucional de abertura, Cristina Borreguero Beltrán, presidente da Fundação Espanhola de História Moderna, sublinhou a atualidade e relevância científica da temática escolhida, destacando que “entender a globalização ibérica é a chave para compreender o ADN do nosso mundo atual”. A responsável salientou ainda a pertinência de o encontro decorrer numa “cidade património mundial e numa universidade histórica como a de Évora”, enfatizando o valor da partilha científica e da criação de redes de conhecimento. Para a presidente da FEHM, as comunicações científicas representam “o ponto alto deste encontro, pois permitem aferir o caminho da História Moderna e pensar o crescimento coletivo da área científica”.

Também Jaime Serra, Diretor do CIDEHUS da Universidade de Évora, agradeceu à FEHM “o voto de confiança depositado na Universidade de Évora” para a organização do encontro, reafirmando o compromisso institucional com a valorização das novas gerações de investigadores. Segundo o Diretor do CIDEHUS-UÉVORA, “os jovens investigadores são o futuro do conhecimento e exigem uma aposta contínua”, sendo este encontro um dos pilares do projeto científico do CIDEHUS, ao promover “o diálogo intercultural e a cooperação interuniversitária”.

Por sua vez, Francisco Fernández Izquierdo, gerente da Fundação Espanhola de História Moderna, destacou o caráter estratégico do evento, considerando que “este encontro representa uma verdadeira aliança, uma conexão entre duas culturas e dois países”, com impacto direto no futuro da investigação científica desenvolvida por jovens historiadores.

Fernanda Olival, Diretora do Programa de Doutoramento em História da Universidade de Évora e investigadora do CIDEHUS, chamou a atenção para os desafios estruturais das carreiras académicas, sublinhando que “o início da carreira e o período pós-doutoral são momentos particularmente exigentes”. Neste sentido, destacou o papel do congresso como “espaço de discussão e apresentação de primeiros trabalhos”, valorizando igualmente as oficinas do dia 4 de fevereiro, que reforçam a ideia de que “a formação deve abranger todas as gerações”, promovendo simultaneamente o intercâmbio científico e cultural.

O programa científico incluiu a conferência inaugural, intitulada “La circulación de personas en las monarquías pluricontinentales ibéricas en los siglos XVII y XVIII”, proferida por Nuno Gonçalo Monteiro (ICS–Universidade de Lisboa), com moderação de Fernanda Olival.

Destacaram-se ainda as oficinas especializadas, nomeadamente “Análise de redes sociais na investigação em História: conceitos, métodos e prática”, por Ana Sofia Ribeiro (CIDEHUS–Universidade de Évora), e “Fazer o Estado da Arte com IA / Hacer el Estado del Arte con IA / State of the Art with AI”, dinamizada por Ivo Santos (CIDEHUS & High Performance Computing Chair – Universidade de Évora), refletindo a renovação metodológica e a integração de ferramentas digitais na investigação histórica.

A estrutura do encontro organizou-se em seis secções temáticas, contemplando áreas que têm suscitado particular interesse entre jovens historiadores e que evidenciam uma significativa renovação historiográfica e metodológica. O objetivo central passou por garantir a mais ampla participação possível, mantendo o espírito fundacional dos encontros promovidos pela FEHM e reforçando o papel da Universidade de Évora como polo internacional de investigação em História Moderna.

Compartilhe este artigo: