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Évora Capital Europeia da Cultura: “o Vagar é a cena”

A celebração do Vagar foi feita na passada sexta-feira, 06 de fevereiro, pelas cerca de três mil pessoas que lotaram a Arena para o concerto “o Vagar é a cena”. Um espetáculo especial, onde um grande número de artistas e coros se uniram para apresentar letras e músicas originais sobre o lema de Évora Capital Europeia da Cultura. O dia de ontem serviu para assinalar a contagem decrescente para o arranque da iniciativa cujo início oficial está marcado para 06 de fevereiro de 2027.

Na sua intervenção antes do concerto, o presidente da Câmara de Évora, Carlos Zorrinho, destacou Évora “como grande Capital Europeia ao Sul que se assume, a partir de hoje, em cada gesto, em cada decisão, como Capital Europeia da Cultura.” Em alusão ao sofrimento causado pelas tempestades que assolam o país, o autarca deixou o desafio de que “a Cultura tem que contribuir para tornar as comunidades mais resilientes”, sublinhando a nossa cidade como uma “Capital Europeia da Cultura solidária e que se associa à dor e ao sofrimento causado pelo carrossel de tempestades”, e acrescentou que “o Vagar tem que nos proteger das vagas da insustentabilidade.”

Aproveitando a ocasião, Carlos Zorrinho frisou a necessidade de um “diálogo ativo e uma cooperação forte entre o Município e as suas equipas, a Évora_27 e o Governo”, por forma a garantir a concretização das componentes materiais e imateriais da Capital Europeia da Cultura, dando, como exemplo, a requalificação do Rossio de São Brás. A Presidente da Associação Évora 27 – Capital Europeia da Cultura, Maria do Céu Ramos, apelou para a assinatura da petição pública para a instituição do Dia Nacional do Vagar, a qual será entregue para discussão na Assembleia da República. 

Pelo palco da Arena, após a leitura do manifesto do Vagar pelo ator Afonso Pimentel, os temas originais foram interpretados por Duarte com os Cantares de Évora, Cláudia Pascoal com os Chocalheiros de Vila Verde de Ficalho e os Cantares de Évora, Valas com Tozé Bexiga [RAIA], Mafalda Veiga com o Grupo Coral da Vidigueira, Buba Espinho com João Direitinho (ÁTOA) e o Grupo Coral Infantil de Ourique, as Vozes de Abril cantaram Luísa Sobral, Helena Caldeira com Surma, e, para terminar, Laz Hay com a Filarmónica Liberalitas Julia.

Pelo palco foram ainda passando vários intérpretes do Vagar em várias das suas dimensões, como os Bonecos de Estremoz, uma arquiteta paisagista, um pastor e, até, um jovem motociclista.

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