Skip to content

Bienal Arte e Ciência de Odemira arranca este sábado com criação, ciência e participação comunitária

Arranca este sábado, 3 de outubro, a edição zero da Bienal Arte e Ciência de Odemira, iniciativa promovida pelo Município de Odemira, com curadoria de Hugo Cruz, que até dia 5 apresenta um programa dedicado ao cruzamento entre criação artística, ciência, território e comunidade.

Com atividades de acesso livre, a Bienal estende-se por vários espaços de Odemira, Vila Nova de Milfontes, Sabóia e São Luís, reunindo artistas, investigadores, profissionais da cultura e comunidades locais.

Sob o mote “Tentemos”, a edição inaugural procura experimentar novas formas de criação coletiva e promover o diálogo entre diferentes disciplinas e saberes. Conversas, caminhadas, oficinas, instalações, concertos, performances e encontros integram uma programação que parte da diversidade cultural e ecológica do concelho para refletir sobre o presente e imaginar outras formas de relação com o território.

Um dos projetos centrais é precisamente “Tentemos”, uma criação da ondamarela desenvolvida ao longo dos últimos meses com habitantes, associações, coletivos musicais e artistas de Odemira. O processo, baseado na recolha de memórias, histórias, vozes e paisagens sonoras, dará origem a uma criação que cruza música, palavra e performance. O projeto culmina no dia 5 de outubro, num percurso entre a Praça da República e o Cerro do Peguinho, que contará com a participação especial de Gisela João.

A relação entre comunidade e território está igualmente no centro de “Selva Coragem”, projeto interdisciplinar do Teatro do Frio. A iniciativa parte de plantas partilhadas pelos habitantes para ocupar e transformar um espaço abandonado da vila num lugar de encontro e criação. Arte sonora, escrita dramatúrgica e performance cruzam-se com questões relacionadas com sustentabilidade, biodiversidade e qualidade de vida.

Outro dos projetos em destaque é “A Esquina é o Centro”, uma caminhada-conversa com Luiz Rufino e Paula Cardoso, que propõe uma leitura de Odemira a partir das suas encruzilhadas, abordando temas como culturas híbridas, pensamento decolonial e cidadania.

O programa inclui ainda conversas sobre arte e ciência, paisagem e espaço público, a instalação “(enlaça o ficar!)”, de Carlos Noronha Feio, e propostas destinadas a diferentes gerações, como as oficinas-performance “PartyLab” e “Música das Esferas”, de Álvaro Valls.

Na área da música, o Terminal Rodoviário de Odemira recebe um concerto a solo de Adam Ben Ezra, que explora as possibilidades do contrabaixo, da voz, dos efeitos e dos loops.

A edição zero da Bienal inclui também um Encontro Internacional de Programadores e Curadores, que junta profissionais nacionais e internacionais com o objetivo de dar a conhecer o ecossistema artístico de Odemira e promover novas relações entre artistas e coletivos do território.

Durante a sessão de abertura será ainda apresentada a Bolsa Internacional de Criação Artística Madalena Victorino.

A participação nas atividades é gratuita, embora algumas propostas estejam sujeitas a inscrição prévia ou à lotação dos espaços. O programa completo pode ser consultado nos canais oficiais da Bienal Arte e Ciência de Odemira.

Compartilhe este artigo: