ANSR lança campanha de Verão: “Não há desculpas que cheguem”

A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) tem a decorrer, até dia 6 de setembro, coincidindo com um dos períodos de maior intensidade de circulação rodoviária do ano, a campanha nacional de sensibilização “Não há desculpas que cheguem”. É essa realidade que a nova campanha pretende evidenciar. Uma campanha que confronta o condutor com as consequências das suas escolhas.

Pedro Clemente, Presidente da ANSR, lembra que «durante as férias de verão, milhares de portugueses percorrem longas distâncias para chegar ao destino. É precisamente neste contexto que comportamentos aparentemente “justificáveis” — como continuar a conduzir apesar do cansaço, exceder os limites de velocidade ou conduzir depois de consumir bebidas alcoólicas —
podem ter consequências irreversíveis».

Sob o conceito criativo “Não há desculpas que cheguem”, a campanha coloca o condutor perante cenários dramáticos que ilustram o impacto humano dos comportamentos de risco na estrada. Através de uma abordagem emocional e direta, as várias peças de comunicação demonstram que nenhuma desculpa consegue reparar as consequências de uma decisão tomada ao volante.

A campanha procura recordar que o verdadeiro destino de qualquer viagem é chegar em segurança. Entre as principais mensagens da campanha destacam-se: Faça pausas regulares e viaje descansado; respeite os limites de velocidade; se beber, não conduza e não use o telemóvel a conduzir.

A campanha de Verão integra a estratégia de comunicação da ANSR para 2026, que aposta no reforço da prevenção rodoviária através de campanhas multimeios mais consistentes, próximas dos cidadãos e dirigidas aos períodos de maior risco de circulação. O plano prevê precisamente três grandes campanhas nacionais — Páscoa, Verão e Natal/Ano Novo — suportadas por uma forte presença em televisão, rádio, digital e meios de proximidade.

Ricardo Pinheiro, presidente da CCDR Alentejo: “A paixão, a união e a criatividade do povo de Campo Maior dão uma lição de dinamismo e orgulho ao mundo”

Em entrevista em direto a partir das Festas do Povo, o Presidente da CCDR Alentejo destacou o regresso do património comunitário, a memória de Rui Nabeiro e revelou projetos industriais e tecnológicos para a região.

Rádio Campo Maior (Entrevistador: António Ferreira Góis)

O regresso das emblemáticas Festas do Povo de Campo Maior, ao fim de 11 anos de interregno, foi o cenário escolhido para uma reflexão aprofundada sobre a identidade comunitária e o futuro económico da região do Alentejo. Em declarações prestadas em direto a partir do coreto do Jardim Municipal, em entrevista conduzida por António Góis para a Rádio Campo Maior, o Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, Ricardo Pinheiro, enalteceu a capacidade de mobilização popular e delineou as grandes prioridades para a atração de investimento e coesão territorial.

Homenagem ao legado comunitário e a Rui Nabeiro

Visivelmente emocionado com o regresso da celebração que junta milhares de pessoas nas ruas floridas de papel, o líder da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro, fez questão de sublinhar o caráter único da população local e de prestar homenagem às figuras marcantes que ergueram a tradição. “Há mais de 100 anos que o povo de Campo Maior demonstra ao mundo que a interioridade não é um fator de limitação. A paixão, a união e a criatividade desta gente dão uma lição de dinamismo ao mundo e são a prova máxima do orgulho e da capacidade de união alentejana.

Na sua intervenção, Ricardo Pinheiro recordou com carinho a visão e o legado do Comendador Rui Nabeiro, ressaltando que “quando se investe com o coração nas pessoas e na comunidade, o retorno social e a criação de valor acontecem de forma natural”. O responsável fez ainda referência a pioneiros das festividades, enaltecendo a memória do Sr. Simão, conhecido como o “contrabandista da Rua da Costanilha” por introduzir historicamente o papel nas decorações, bem como o contributo do antigo presidente da Associação das Festas do Povo, Sr. José Celestino.

Para o responsável regional, a distinção concedida pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade reflete precisamente essa espontaneidade e coesão social que atravessa gerações e afirma a vila no panorama internacional.

Critérios estratégicos para o acolhimento industrial e inovação

Para além da vertente cultural e emotiva, Ricardo Pinheiro abordou os grandes dossiês económicos e de infraestruturas que marcarão o futuro do Alentejo. No âmbito da criação de novas Áreas de Acolhimento Empresarial de grande dimensão, articuladas no Plano de Transformação e Resiliência Regional (PTRR) com o Governo, o Presidente da CCDR defendeu uma seleção rigorosa e transparente dos locais a beneficiar. “A decisão sobre a localização dos novos polos industriais deve assentar em critérios técnicos e estratégicos claros: a proximidade às redes ferroviárias, a capacidade de ligação aos cabos de dados de alto débito que ligam Sines às Américas e à Europa, bem como a garantia de abastecimento de gás natural, energia elétrica e água.”

O responsável revelou também avanços em setores emergentes de alta tecnologia e defesa, confirmando reuniões de trabalho com entidades do setor militar e empresas como a UAVision, no sentido de fixar no Alentejo a linha de produção do primeiro drone marítimo nacional, além de centros de testes e validação para sistemas não tripulados aéreos, terrestres e aquáticos.

Coesão regional e a montra de Évora 2027

Ao analisar a situação socioeconómica da região, Ricardo Pinheiro chamou a atenção para as assimetrias internas existentes na NUT II Alentejo. Enquanto a sub-região do Alentejo Litoral, impulsionada pelo complexo de Sines, apresenta índices de Produto Interno Bruto (PIB) superiores à média europeia, o Alto Alentejo e o Alentejo Central mantêm-se em patamares mais modestos, rondando os 59% e 60% do PIB europeu, respetivamente.

O Presidente da CCDR reiterou o compromisso de utilizar estrategicamente os programas de fundos comunitários, como o Alentejo 2030, para promover a coesão territorial, combater o despovoamento e fixar jovens qualificados na região interior.

A terminar, Ricardo Pinheiro assegurou que as grandes manifestações identitárias e culturais do Alentejo — com destaque para as Festas do Povo de Campo Maior e as Festas do Redondo — terão um papel de relevo na programação e na projeção internacional de Évora Capital Europeia da Cultura 2027, afirmando a identidade e o dinamismo da região perante o mundo.