O espetáculo “El Cante Rasgueado”, do artista espanhol Niño de Elche, sobe ao palco no próximo sábado, 25 de julho, às 21h00, no Largo Marquês de Marialva, em Évora, com entrada gratuita.
Integrado na programação de Évora 27 – Capital Europeia da Cultura, o concerto performativo reinventa a cultura popular ibérica a partir das tradições da Raia entre Portugal e Espanha.
Entre o cante alentejano, o fandango, a viola campaniça e outras sonoridades fronteiriças, “El Cante Rasgueado” celebra a mestiçagem cultural e propõe um diálogo entre a herança, a experimentação e a criação contemporânea.
O espetáculo conta com o apoio da Embaixada de Espanha em Portugal e da Acción Cultural Española (AC/E).
No âmbito da Feira do Chocalho, vai estar patente ao público de 24 a 26 de julho, no Largo da Gamita, em Alcaçovas, a exposição “Fabrico de Chocalhos, território, som e memória” que reúne desenhos realizados pelas crianças do Jardim de Infância de Alcáçovas, com objetivo de sensibilizar para a valorização do património.
A exposição convida o visitante a descobrir as diferentes interpretações que os mais novos fizeram do património edificado do concelho de Viana do Alentejo, nomeadamente o Jardim das Conchas e o Coreto, em Alcáçovas, e o Castelo de Viana do Alentejo.
A exposição inclui ainda um trabalho dedicado ao processo de Fabrico de Chocalhos, um saber-fazer tradicional, inscrito em 2015, na Lista do património Cultural Imaterial com Necessidade de Salvaguarda Urgente pela UNESCO, destacando a importância da sua preservação.
Ao reunir património material e património imaterial, a exposição evidencia a estreita ligação na construção da memória e da identidade coletiva. Enquanto os monumentos contam a história dos lugares, os ofícios, os saberes e as tradições revelam a história das pessoas que lhes deram vida. É deste diálogo entre espaços, objetos e conhecimentos que nasce a riqueza patrimonial de um território, neste caso do concelho de Viana do Alentejo.
A exposição vai estar patente ao público durante o horário de funcionamento do certame: sexta-feira, das 19h30 às 00h00, e no sábado e domingo, entre as 18h30 e as 00h00.
Entre os dias 6 e 18 de agosto, a vila de Coruche volta a reunir-se em torno da sua celebração maior: as Festas em Honra de Nossa Senhora do Castelo. Com a programação principal concentrada entre 14 e 18 de agosto, a edição deste ano aposta num cartaz musical que atravessa gerações, aliado a uma forte componente religiosa e a tradições seculares que definem a identidade cultural ribatejana. A organização tripartida — que junta a Câmara Municipal, a Comissão de Festas e a Irmandade de Nossa Senhora do Castelo — mobiliza uma vasta rede de freguesias, coletividades e agentes locais para acolher milhares de visitantes e marcar o habitual reencontro com a diáspora.
A dimensão devocional abre oficialmente as festividades a 6 de agosto com o início da Novena na Ermida, acompanhada pelo Grupo Coral de São João Baptista. O ponto alto espiritual ocorre a 15 de agosto, Dia da Assunção de Nossa Senhora, com a Eucaristia Solene presidida pelo Arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho. Segue-se a tradicional Procissão pelas principais artérias da vila e a Bênção Solene dos Lares e Campos do Vale do Sorraia, um momento profundamente simbólico de ligação da fé ao território e ao trabalho agrícola.
No plano musical, os grandes espetáculos arrancam no Dia do Fogo, a 14 de agosto. Após o tradicional fogo-de-artifício sobre o rio Sorraia, o Palco Rio recebe um dos encontros mais singulares do programa: Buba Espinho atua juntamente com a banda filarmónica Sociedade Instrução Coruchense, fundindo a música de raiz e o cante alentejano com a tradição instrumental local. No dia seguinte, 15 de agosto, o Palco Praça acolhe o Concerto das Três Nações (integrado no XVII Festival Internacional “Acordeão em Espetáculo”), que junta os acordeonistas Rodrigo Maurício, Márcio Cabral, David Duarte (Espanha) e Petar Maric (Sérvia) antes do arranque do Festival de Folclore António Neves.
O Dia do Aficionado, a 16 de agosto, concentra a maior atividade tauromáquica com condução de cabrestos, encierros, picaria à vara larga e a habitual tourada à corda com os Pastores e Capinhas da Ilha Terceira, trazendo a cultura açoriana ao Ribatejo. À noite, a pop de autor de Diogo Piçarra domina o Palco Rio, seguido pela atuação da banda Dona Alzira.
O dia 17 de agosto, feriado municipal, é dedicado ao Campino do Sorraia. A manhã fica marcada pelo Cortejo Histórico e Etnográfico que, ao celebrar 80 anos de existência, leva às ruas quadros vivos com os antigos ofícios, costumes e modos de vida ligados ao campo e ao rio. Após a tarde preenchida com a homenagem aos campinos e a grande Corrida de Toiros na Praça local, os Xutos & Pontapés sobem ao Palco Rio. O grupo lidera a noite com a sua digressão “Direito ao Deserto”, prometendo um concerto transversal a várias gerações com os clássicos do rock que integram a memória coletiva do país.
O encerramento das Festas, a 18 de agosto, faz-se com o fado contemporâneo de Sara Correia no Palco Rio, antecedida pelo trio ribatejano Três Bairros. As comemorações terminam oficialmente à uma da manhã com um espetáculo pirotécnico na frente ribeirinha do Parque do Sorraia, despedindo-se de 13 dias dedicados à música, à memória comunitária e à identidade de Coruche.
A Feira do Chocalho volta a receber a Mostra Agropecuária entre os dias 24 e 26 de julho, no Largo da Gamita, em Alcáçovas. Na sua sétima edição, a iniciativa reúne produtores locais e diversas raças autóctones, entre bovinos, caprinos, equinos, ovinos e muares, promovendo a atividade agropecuária e valorizando a tradição rural associada ao chocalho e à paisagem sonora da região.
Um dos momentos de maior destaque acontece no sábado, 25 de julho, a partir das 18h30, com a realização do IX Concurso Regional de Alcáçovas do Rafeiro Alentejano, organizado pela Associação de Criadores do Rafeiro do Alentejo. A mostra reforça a importância da agropecuária para o concelho de Viana do Alentejo, onde este setor continua a assumir um papel relevante na economia, na preservação da paisagem agro-silvo-pastoril e na identidade do território.
Já foi publicado o Decreto-Lei n.º 147/2026, diploma que estabelece o regime de licenciamento e funcionamento dos matadouros móveis e dos estabelecimentos móveis de manipulação de caça em Portugal Continental. A nova legislação surge para dar resposta às dificuldades dos pequenos produtores das zonas rurais que, devido ao encerramento progressivo de infraestruturas locais, se viam forçados a transportar os animais por longas distâncias, com forte impacto nos custos operacionais e no bem-estar animal.
Com entrada em vigor prevista para daqui a 90 dias, o diploma visa incentivar as economias locais e fortalecer os circuitos curtos de comercialização ao aproximar a resposta ao produtor. Além de diminuir o tempo de viagem dos animais até ao abate, o enquadramento legal agora criado define regras rigorosas para o licenciamento destas unidades móveis, assegurando o escrupuloso cumprimento das normas de higiene, segurança alimentar, sanidade animal e proteção ambiental.