
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) emitiu um aviso à população devido ao agravamento das condições meteorológicas previsto para os próximos dias, apelando ao cumprimento rigoroso das medidas de prevenção para reduzir o risco de incêndios rurais.
Segundo a informação do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), são esperadas temperaturas superiores a 40 graus Celsius em várias regiões do país, acompanhadas por baixos níveis de humidade do ar, vento forte nas terras altas do Norte, Centro, Alto Alentejo e serras algarvias, bem como perigo de incêndio rural classificado entre Muito Elevado e Máximo em praticamente todo o território continental.
Face a este cenário, a ANEPC recorda que é proibida a realização de queimadas extensivas. Nos dias em que o perigo de incêndio seja Muito Elevado ou Máximo, ficam igualmente proibidas as queimas de amontoados, a utilização de fogo para confeção de alimentos em espaço rural, exceto nos locais devidamente autorizados, a fumigação de apiários sem dispositivos de retenção de faúlhas e a utilização de motorroçadoras, corta-matos e destroçadores, sendo ainda desaconselhado o uso de grades de discos.
A Proteção Civil recomenda à população que acompanhe diariamente a evolução do perigo de incêndio através das informações divulgadas pelo IPMA, pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), pelos Serviços Municipais de Proteção Civil e pelos corpos de bombeiros, adotando comportamentos responsáveis que contribuam para a proteção de pessoas, bens e do património florestal.
Além do risco de incêndio, a ANEPC alerta para os efeitos das elevadas temperaturas na saúde, aconselhando o reforço da ingestão de água, a utilização de protetor solar com fator de proteção igual ou superior a 30, o uso de chapéu e roupa leve, a preferência por refeições frescas e ligeiras e a permanência em locais frescos sempre que possível. O organismo recomenda ainda especial atenção às crianças, às pessoas idosas e aos doentes crónicos, considerados os grupos mais vulneráveis aos efeitos do calor.
As autoridades apelam à colaboração de toda a população, sublinhando que a prevenção continua a ser a principal forma de evitar a ocorrência de incêndios rurais e de minimizar os seus impactos.














