GNR localiza idosa de 80 anos desaparecida de lar em Évora

A Guarda Nacional Republicana (GNR) de Évora localizou com sucesso, na noite de ontem, 14 de abril, uma idosa de 80 anos que se encontrava desaparecida de uma estrutura residencial para idosos no concelho. O alerta foi dado pelos responsáveis do lar às 19h40, desencadeando uma operação imediata por parte do Posto Territorial e do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA).

A chave para o desfecho positivo foi o facto de a idosa ter consigo o telemóvel pessoal, o que permitiu aos militares manter o contacto direto, tranquilizá-la e extrair pontos de referência, apesar da confusão mental e desorientação que a senhora apresentava. Graças a estas informações, as equipas de busca conseguiram restringir o perímetro e localizar a cidadã por volta das 21h30. Embora cansada, a idosa não apresentava ferimentos e foi reconduzida em segurança à instituição, tendo a GNR reforçado o apelo à vigilância redobrada sobre cidadãos vulneráveis e à importância da rapidez no alerta às autoridades.

GNR avança com novo modelo inspirado na antiga Brigada para responder ao aumento da mortalidade rodoviária

A Guarda Nacional Republicana quer reformular profundamente o modelo de fiscalização rodoviária em Portugal, propondo uma reorganização da Unidade Nacional de Trânsito com base na lógica da antiga Brigada de Trânsito. A medida surge como resposta ao agravamento da sinistralidade, com 145 mortos registados até 13 de abril — mais 42 vítimas do que no mesmo período de 2025, o que representa um aumento de 22%. Estes números colocam o país entre os piores da União Europeia em termos de mortalidade rodoviária, com 58 mortos por milhão de habitantes, reforçando a urgência de medidas estruturais. 

A GNR sustenta que o modelo atual, implementado após a extinção da Brigada de Trânsito em 2007 (com efeitos consolidados em 2009), apresenta limitações significativas. A integração dos destacamentos de trânsito nos comandos territoriais levou à dispersão do comando técnico, dificultando a uniformização de procedimentos e reduzindo a capacidade de resposta rápida em cenários de maior risco. Apesar da presença da GNR em 94% do território nacional e em 98% das vias rodoviárias, a força de segurança reconhece que o controlo e a supervisão à escala nacional foram enfraquecidos. Acresce que a sinistralidade rodoviária é descrita como um fenómeno transversal e dinâmico, que não respeita fronteiras administrativas e exige uma abordagem baseada em eixos de circulação e padrões de risco. 

O novo modelo proposto aposta numa estrutura centralizada e especializada, com comando técnico nacional, capaz de garantir maior coordenação e eficácia operacional. Entre os pilares da reforma estão a integração dos 23 destacamentos de trânsito numa única unidade com comando nacional, a criação de grupos intermédios de comando para reforçar a articulação operacional, e a aposta em práticas uniformes baseadas na experiência acumulada da GNR. Ao mesmo tempo, será mantida a proximidade territorial, assegurando a presença no terreno e a ligação às comunidades locais. 

A estratégia operacional assenta ainda em três vetores fundamentais: gestão orientada pelo risco, com foco nas zonas e comportamentos mais perigosos; elevada mobilidade e flexibilidade dos meios, permitindo a sua rápida concentração onde são mais necessários; e tomada de decisão sustentada em dados, através da análise de padrões de sinistralidade. O objetivo é reforçar a prevenção antes da ocorrência de acidentes, substituindo uma lógica reativa por uma atuação antecipatória e mais eficaz. 

A implementação do novo modelo será faseada e progressiva, de forma a garantir a continuidade do policiamento na rede rodoviária nacional, incluindo a rede fundamental e complementar definida no Plano Rodoviário Nacional. Com esta reorganização, a GNR pretende afirmar um modelo mais ágil, tecnológico e orientado para os desafios futuros da mobilidade, reforçando o compromisso com a redução da sinistralidade e o aumento da segurança nas estradas portuguesas. 

Alentejo afirma-se como potência gastronómica na Península Ibérica

O Alentejo não é apenas um destino para passar; é uma região para sentir, e o paladar é a porta de entrada privilegiada. Com a recente realização da Gala do Guia Repsol em Évora, o território consolidou o seu estatuto como um dos eixos gastronómicos mais vibrantes da Península Ibérica. O evento serviu para mostrar que a nossa força reside na união entre o produto, a tradição e o próprio território.

Para o presidente da Turismo do Alentejo, José Santos, a importância desta visibilidade ultrapassa as cozinhas dos grandes restaurantes. O que se promove é todo um ecossistema: desde quem produz o queijo, o vinho e os enchidos até ao chef que os transforma. “O Alentejo consegue pegar neste ecossistema e promover-se através de um turismo personalizado”, destaca o responsável, lembrando que a experiência de quem nos visita passa obrigatoriamente pelas herdades, pelos mercados e pelas provas que ligam o turista à terra.

Num mercado global cada vez mais padronizado, o Alentejo destaca-se pela sua “verdade”. A cozinha regional é apresentada como um património vivo, com influências que recuam séculos — desde os fenícios até à inovação dos dias de hoje. José Santos sublinha que este é o grande fator diferenciador: “É uma gastronomia que sai da alma, não é automática”. Esta identidade histórica faz da região um destino de eleição para quem foge do turismo de massas e procura algo genuíno.

Évora, como cidade âncora e porta de entrada, tem sido fundamental nesta estratégia de valorização. Embora o Alentejo seja ainda considerado um destino “novo” em termos de escala internacional, a aposta continua a ser na qualidade em detrimento da quantidade. O objetivo futuro é ganhar dimensão sem perder a essência, reforçando a competitividade do Alentejo enquanto palco de excelência para descobrir — e, acima de tudo, para regressar.

A estratégia turística para o Alentejo ganha novo fôlego com a distinção do Baixo Alentejo como Cidade Europeia do Vinho 2026, um reconhecimento que valoriza quase 6 mil hectares de vinha e a forte dinâmica de enoturismo em 13 concelhos. José Santos, presidente da Turismo do Alentejo, reforça que a região é um destino de proximidade ideal para o mercado espanhol, oferecendo um refúgio “tranquilo, seguro e personalizado”. A gastronomia, pilar central desta identidade, foi celebrada na recente Gala Repsol em Évora, onde a excelência lusa foi montra para dezenas de jornalistas ibéricos, destacando-se também o Algarve com as distinções máximas de “3 Sóis” para os restaurantes Vila Joya e Vista.

O horizonte de 2027, ano em que Évora será Capital Europeia da Cultura, é visto como o grande catalisador para a economia regional, com a programação oficial a ser anunciada já em setembro deste ano. Para o responsável do setor, este evento não se limitará à cidade, mas irá “catapultar” todo o Alentejo através de exposições e atividades descentralizadas, atraindo novos investimentos na hotelaria e restauração. Espera-se que este impulso cultural consolide a região como um dos destinos mais importantes da Europa, atraindo um fluxo crescente de visitantes que procuram a simbiose perfeita entre natureza, tradição e modernidade.

Município de Borba presente na receção a comitiva da Letónia

A Vereadora da Câmara Municipal de Borba, Helena Caldeira, marcou presença na receção oficial à comitiva de Presidentes de Câmara da região de Liepaja- Kurzeme (Letónia), realizada esta terça-feira, dia 14, no emblemático Palácio de D. Manuel, em Évora.

A receção ocorreu num momento de grande dinamismo cultural em Évora, que se prepara para ser a Capital Europeia da Cultura em 2027, um projeto que envolve a colaboração de diversos municípios vizinhos, incluindo Borba.

A presença da vereadora sublinha o compromisso do Município de Borba em manter uma voz ativa nas redes de cooperação que valorizam a identidade alentejana junto de parceiros europeus.

Delta Coffee House Experience e Leya unem café e literatura em “Cup of Stories”

A Delta Coffee House Experience e a LeYa juntam‑se para dar vida ao ‘Cup of Stories’, um ciclo de encontros culturais que celebra o diálogo natural entre literatura e café. Através de um clube de leitura que convida autores e leitores a partilhar conversas abertas e intimistas, ao ritmo de uma boa chávena de café.

Com início esta quarta-feira, dia 15 de abril, às 17h00, o ‘Cup of Stories’ inaugura uma programação mensal que irá decorrer nas lojas Delta Coffee House Experience, e que transforma estes espaços em pontos de encontro culturais e urbanos. Em cada sessão, um autor convidado e um moderador exploram não apenas uma obra literária, mas também os temas que lhes dão vida — da criação à memória, do tempo à inspiração — num espaço sem um palco rígido, sem formalismos, apenas uma conversa fluida, curiosa e genuína, como numa boa conversa de café.

A primeira sessãocontará com uma conversa conduzida por Célia Pedroso, jornalista e especialista em gastronomia e cultura, com a Chef Marlene Vieira, distinguida com uma estrela Michelin. Ao longo da sessão, será explorada a forma como a gastronomia se cruza com as narrativas, a memória sensorial e a construção da identidade.

Este primeiro encontro dá o tom para a diversidade e riqueza criativa que o ciclo pretende abraçar. A partir daí, o ‘Cup of Stories’ desenvolve‑se numa programação, sempre com novos autores, livros e moderadores, promovendo diferentes perspetivas e conversas informais que se constroem naturalmente ao sabor de um bom café com assinatura Delta.