Alandroal encerra Festival do Peixe do Rio com chefs de renome e a tradicional “Caldeta para Todos”

Após um arranque pautado pelo sucesso da Rota do Petisco e por uma grande afluência de público, Alandroal prepara agora o grande encerramento da edição de 2026 do Festival do Peixe do Rio. O último fim de semana, dias 14 e 15 de março, promete ser o expoente máximo de um certame que consolida o concelho como a incontestável “Capital das Cozinhas do Rio”.

O programa para os dois últimos dias combina o prestígio da alta gastronomia com a autenticidade das tradições locais. Este sábado, dia 14, a manhã arranca com a IV Maratona Fotográfica, que antecede os momentos mais aguardados no Castelo do Alandroal: um showcooking de luxo reunindo os conceituados chefs Júlio Vintém (Tombalobos) e Óscar Geadas (detentor de uma Estrela Michelin). A tarde contará ainda com a apresentação do livro Crónicas Historiográficas Gastronómicas, de Mário Moreira, e a animação musical do grupo “Os Alentons”.

No domingo, dia 15, as atividades começam cedo com o tradicional Concurso de Pesca Desportiva, organizado por “Os Marujos”, em Juromenha. Segue-se o Percurso Pedestre, com concentração junto à Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, na Aldeia dos Marmelos.

O grande destaque do dia de fecho será a emblemática “Caldeta para Todos”, na Aldeia da Venda (Santiago Maior). Este almoço-convívio simboliza a hospitalidade do Alandroal e a partilha das tradições ribeirinhas, celebrando o sucesso de uma edição que uniu a comunidade e os visitantes.

A tarde de domingo reserva ainda um momento gastronómico de exceção no Castelo, às 16h30, com o showcooking da chef Margarida Bessa Rego (Terramay). Reconhecida pelo seu trabalho de excelência com produtos locais e sazonais, a chef apresentará uma abordagem contemporânea aos sabores da região. O encerramento oficial do festival ficará a cargo da dança, com a atuação dos grupos Naadirahs e Magic Dance.

VI Trail do Sport Arronches e Benfica reúne mais de 450 participantes na Serra de São Mamede

O Sport Arronches e Benfica organiza no próximo dia 15 de março de 2026 a sexta edição do Trail Sport Arronches e Benfica, um evento que tem vindo a afirmar-se como uma referência no panorama do trail running na região.

A edição deste ano regista um número de inscrições superior a 450 participantes, provenientes de várias regiões do país, demonstrando a crescente procura e reconhecimento desta prova que este ano conta para o circuito nacional de Trail da Atrp e circuito distrital de Trail da AADP.

A prova terá partida e chegada na freguesia de Mosteiros, desenvolvendo-se ao longo de trilhos inseridos no magnífico Parque Natural da Serra de São Mamede, proporcionando aos participantes percursos exigentes, mas também paisagens naturais de grande beleza.

O evento inclui várias distâncias adaptadas a diferentes níveis de participação: Trail Longo – cerca de 31 km (partida às 9h00); Trail Curto – cerca de 20 km (partida às 9h30); Mini-Trail – cerca de 12 km (partida às 9h45); Caminhada – cerca de 10 km (partida às 10h) e Kids Trail, destinado aos mais jovens, com início pelas 12h00.

A organização convida a população a marcar presença e a apoiar os atletas, destacando-se como locais privilegiados para assistir à prova a zona de partida e chegada em Mosteiros, bem como alguns pontos do percurso na Serra de São Mamede, onde será possível acompanhar a passagem dos participantes.

Para além da vertente competitiva, o evento pretende também promover o convívio e a dinamização do território, culminando com um almoço convívio entre atletas, acompanhantes e organização, reforçando o espírito de partilha que caracteriza esta iniciativa.

A organização é do Sport Arronches e Benfica, contando com o apoio do Município de Arronches, de diversas entidades e patrocinadores locais que contribuem para a realização deste evento desportivo.

Com esta iniciativa, o clube pretende continuar a afirmar Arronches e a Serra de São Mamede como um destino privilegiado para a prática de desporto em contacto com a natureza.

A importância do planeamento e cumprimento de prazos no IRS em destaque no programa da DECO desta semana

O cumprimento atempadamente das obrigações do IRS é fundamental não só para evitar sanções legais, mas também para proteger o orçamento familiar e garantir o acesso a benefícios fiscais. Estão obrigados a declarar rendimentos os trabalhadores dependentes, pensionistas, profissionais liberais e detentores de rendimentos de capitais ou imóveis, sendo que o processo envolve etapas cruciais como a validação de faturas até 2 de março e a entrega da declaração entre abril e junho. A falha nestes prazos pode resultar em coimas superiores a 25€, juros de mora e até na perda de acesso a apoios sociais ou programas de moratórias.

Para os contribuintes com imposto a pagar, a liquidação deve ser efetuada até 31 de agosto, existindo a possibilidade de solicitar o pagamento em prestações através do Portal das Finanças. Para dívidas até 5.000€, o sistema permite geralmente o faseamento em até 12 meses sem necessidade de garantias, desde que o plano seja cumprido rigorosamente para evitar a execução fiscal. Manter uma postura ativa no controlo do imposto, desde a revisão das deduções ao planeamento de pagamentos, é a forma mais eficaz de reduzir o valor a pagar e assegurar a estabilidade financeira.

Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:

DECO chumba sistemas digitais de apoio ao cliente das empresas

A DECO avaliou, recentemente, os sistemas digitais de apoio ao cliente de 24 empresas de oito setores essenciais da economia, desde as comunicações eletrónicas à energia, passando pela banca, mobilidade, saúde, comércio eletrónico, serviços digitais e turismo.

Os resultados desta avaliação, revela a DECO em nota de imprensa, não são animadores: “numa escala entre o Muito Mau e o Muito Bom, a maioria das empresas situa-se entre o Mau e o Razoável”.

A avaliação da DECO incidiu sobretudo sobre os chatbots e formulários online, os dois mecanismos que hoje dominam os sistemas de contacto das empresas. O formulário digital tornou-se o principal canal e os assistentes virtuais estão presentes em mais de metade das empresas analisadas. “Contudo, a existência formal destes canais não significa que o consumidor tenha um melhor apoio das empresas”.

Pelo contrário, “a experiência de contacto revelou percursos complexos, menus sucessivos e sistemas que limitam a exposição livre do problema”. Em vários casos, os chatbots funcionam essencialmente “como instrumentos de triagem, encaminhando o consumidor para perguntas frequentes ou para novos formulários, sem permitir que a reclamação seja formalmente registada no próprio fluxo da conversa”.

A investigação da DECO revelou também “uma tendência preocupante”: o próprio conceito de “apoio ao cliente” está a desaparecer dos websites das empresas. Em muitos casos, é substituído por expressões mais neutras como “ajuda”, “opiniões” ou “dúvidas”, “diluindo a identificação clara do canal de apoio e tornando menos evidente o exercício dos direitos do consumidor”.

À autoajuda das perguntas frequentes juntou -se, agora, o “autoatendimento”, diz a DECO, que identificou ainda situações em que “os clientes registados ou com estatuto premium obtêm uma resolução mais rápida ou facilitada dos seus problemas, criando um tratamento diferenciado entre os consumidores”.

Perante estes resultados, a Associação “alerta para um risco crescente”: a digitalização do atendimento ao cliente está a transformar-se “num sistema cada vez mais difícil de utilizar”. A DECO defende, por isso, “que o acesso a um interlocutor humano – nesta fase em que a IA revela ainda uma capacidade limitada – deve continuar a ser a base do apoio ao cliente, e não uma possibilidade residual”.

Entratanto, a DECO apresentou um conjunto de recomendações dirigidas ao Governo e às empresas. Entre as principais propostas estão: “a consagração legal do direito do consumidor a contactar um interlocutor humano quando o solicite; a proibição de práticas que criem entraves ou discriminação no acesso à reclamação, incluindo situações em que consumidores premium obtêm tratamento preferencial; a obrigatoriedade de disponibilizar um contacto por email e telefone claramente identificável; a garantia de que os chatbots permitem sempre o acesso imediato a um operador humano; a obrigação de informar previamente o consumidor quando está a interagir com um assistente virtual; e a definição de prazos máximos de resposta e limites de espera nos chats e linhas telefónicas”.

Para assinalar o Dia Mundial dos Direitos do Consumidor, celebrado a 15 de março, a mensagem da DECO é clara: “o apoio ao cliente das empresas deve servir para resolver os problemas dos consumidores e não para os deixar a falar pró boneco”.