
O artista José Miguel Gervásio inaugura no próximo dia 28 de fevereiro, pelas 18h00, na Galeria Municipal, a exposição “EU VI, MAS NÃO CREIO QUE TENHA SIDO EXACTAMENTE ASSIM”, que poderá ser visitada até 27 de março. Estudou Artes Plásticas – Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto. Expõe regularmente desde 1994, tendo sido representado pelas galerias Quadrado Azul, no Porto, e Módulo – Centro Difusor de Arte, em Lisboa. A sua obra integra diversas coleções públicas e privadas, entre as quais a Fundação Carmona e Costa, a Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian e o “Gabinete Gráfico” da Biblioteca Apostólica Vaticana, em Roma.
Sinopse:
“Eu vi, mas não creio que tenha sido exactamente assim”, Exposição de pintura na Galeria Municipal de Montemor-o-Novo, de José Miguel Gervásio (1968).
A pintura é entendida como ensaio visual, isto é, como forma de pensamento em processo. Tal como o ensaio literário, não visa conclusões definitivas, mas experiências, hipóteses e desvios. Cada quadro constitui uma proposição provisória cuja validade depende da sua relação com o conjunto da série. Este conceito associa-se directamente à montagem enquanto método: a narrativa pictórica constrói-se por justaposição, repetição e deslocamento, mantendo o sentido aberto e reversível.
Daqui decorre o conceito de pintura-personagem. Cada pintura deixa de ser apenas imagem ou suporte para assumir uma função actancial no interior da série. O quadro não representa uma história; participa nela, introduzindo variações e tensões na narrativa fragmentária que se constrói pela relação entre proposições visuais autónomas e interdependentes.














