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Universidade de Évora acolhe Encontro da Rede Nacional de Escolas Doutorais
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Continue readingCentenas de artesãos dão voz ao Manifesto pelo Futuro do Artesanato em Portugal

Foi lançado recentemente um Manifesto pelo Futuro do Artesanato em Portugal, uma iniciativa de sociedade civil construída a partir dos contributos de cerca de 400 artesãos e artesãs de todo o país. Trata‑se de um documento coletivo e inédito, coordenado por um grupo independente de cinco artesãs nas áreas do têxtil, couro e cerâmica, que alia prática profissional e competências de investigação para propor medidas concretas para o futuro das artes e ofícios em Portugal. O Manifesto aborda temas como reconhecimento profissional, educação e formação, proteção social, enquadramento fiscal e visibilidade do setor.
Uma das artesãs é Célia Macedo, residente em Montemor-o-Novo. O referido manifesto foi lançado a 23 de janeiro com apelo à assinatura pública.
Ana Marta Clemente, também artesã, referiu que “o objetivo do Manifesto não é mais do que dar voz aos artesãos, sistematizar problemas e apontar soluções que, do nosso ponto de vista, passarão naturalmente pela concertação e pelo trabalho conjunto entre profissionais e as entidades que já têm na sua tutela parte do setor. Nós propomos que se olhe de novo para o que tem sido feito, que se analisem os procedimentos, que se analisem os textos, as estratégias e os documentos que já existem e, em conjunto, encontrar formas de os aplicar de uma forma mais equitativa, de restaurar alguns documentos que estão realizados e que não foram implementados”.
“A publicação em formato de petição que está online é uma forma de dar a conhecer o texto do manifesto, que foi o resultado de um inquérito e da contribuição de cerca de 400 artesãos do país inteiro, incluindo ilhas, e, portanto, a forma de dar a conhecer este texto e estas preocupações do setor, quer para a classe dos artesãos, quer para o público em geral. O objetivo desta petição é reunir o número maior possível de assinaturas para que, com esse consenso, com a força da comunidade alargada, possamos ter mais ferramentas para, junto das instituições, poder implementar e avançar com algumas mudanças. Estão previstas também sessões de sensibilização e de recolha conjunta regionais, que não estão ainda agendadas e serão atempadamente agendadas e partilhadas com o público, mas neste momento a fase mais importante é esta de chegar ao maior número possível de pessoas”, acrescentou.
“A assinatura da petição é possível de fazer através de um link que está na página de Instagram do manifesto, que é manifesto.artesanato, e também através do nosso site manifestoartesanato.org. Por qualquer uma destas vias é possível aceder com facilidade ao link e assinar de uma forma muito rápida após a leitura do manifesto”, rematou.


