Feira de Doçaria Conventual regressa a Vila Viçosa com homenagens e hotelaria esgotada

A terceira edição da Feira de Doçaria Conventual de Vila Viçosa já abriu portas no Convento dos Agostinhos, trazendo este ano uma nova disposição e uma forte carga emocional. O evento, que se afirmou como um pilar da dinamização económica na época baixa, presta tributo às duas grandes impulsionadoras do certame, falecidas recentemente.

Em entrevista, o Presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, Inácio Esperança, explicou que a principal alteração desta edição prende-se com a logística, devido às condições meteorológicas adversas. “Em virtude da intempérie e do mau tempo, da chuva e do vento, decidimos utilizar as salas que estão por trás do claustro, ficando o claustro livre. Com as temperaturas que estão e a previsão de chuva, foi mais seguro fazer aqui”, referiu o autarca, sublinhando que, embora o claustro seja mais apelativo, a segurança dos expositores e visitantes foi prioritária.

Um tributo a Lurdes Ramos e Ana Soeiro

Esta edição fica marcada pela homenagem a duas mulheres fundamentais para a história do evento: Lurdes Ramos e a Engenheira Ana Soeiro. Por decisão do executivo, o certame passou a designar-se oficialmente Feira de Doçaria Conventual “Lurdes Ramos”, enquanto o concurso de doces foi batizado em memória de Ana Soeiro.

“Infelizmente, num ano só, perdemos as duas pessoas que mais impulsionaram a Feira”, lamentou o edil. O presidente recordou que a proposta de dar o nome de Lurdes Ramos ao evento partiu da própria Ana Soeiro, que viria a falecer pouco tempo depois. “Pelo papel preponderante que ela teve na feira, decidimos, em reunião de câmara, dar o nome de engenheira Ana Soeiro ao concurso de doces que faz parte integrante da feira”, explicou.

Cultura, Economia e Futuro

Para além da vertente expositiva, o certame foca-se na transmissão de conhecimento para as novas gerações através de workshops e atividades infantis. “Tenta promover a nossa cultura, a cultura de Vila Viçosa, mas também do Alentejo e do país. Somos muito ricos em doces conventuais e passar para as novas gerações toda esta informação, que normalmente não passa muito nos livros, passa mais de pais para filhos”, afirmou o presidente.

O impacto económico da feira é já visível na vila, com unidades hoteleiras a atingir a capacidade máxima. “Temos informação de que temos os hotéis todos cheios em Vila Viçosa. Os restaurantes também estão com uma boa afluência”, destacou o autarca, acrescentando que o objetivo é também incentivar as pequenas produtoras locais a crescerem profissionalmente: “Incentivá-las a avançar e a crescer no sentido de se tornarem mais empresárias e menos artesãs, aumentando a sua capacidade de produção e a divulgação deste produto, que pode deixar mais riqueza no concelho”.

Entidade Regional do Turismo valoriza evento em época baixa

Esta terceira edição da Feira de Doçaria Conventual de Vila Viçosa reafirma-se como um motor vital para o turismo regional, conseguindo o feito de esgotar a hotelaria local em plena época baixa. O evento não só celebra a gastronomia, como serve para promover o turismo nesta época do ano.

Para José Santos, presidente da Entidade Regional do Turismo do Alentejo e Ribatejo, a importância deste certame para combater a sazonalidade no Alentejo foi um dos pontos centrais, destacando-se “a eficácia de Vila Viçosa em associar o seu património histórico ao recurso gastronómico”. No entanto, o processo de classificação da doçaria, uma das grandes bandeiras da falecida Engenheira Ana Soeiro, encontra-se “atualmente num momento de transição”.

O Presidente da Entidade de Turismo alentejana esclareceu o ponto de situação deste projeto ambicioso: “A engenheira Ana Soeiro era a grande entusiasta dessa ideia e ainda chegámos a ter uma primeira reunião em que juntámos alguns municípios de todo o país”. Com o falecimento da impulsionadora, o processo sofreu um abrandamento, mas a vontade política de o concretizar permanece viva.

“O projeto não avançou com o falecimento da Engenheira Ana Soeiro… acredito que o seu legado é tão forte que irá aparecer algum organismo de gestão, talvez a própria Qualifica, a assumir novamente essa liderança”, explicou. O presidente José Santos reforçou ainda que, dada a abrangência do tema, a coordenação “terá que ser de uma entidade nacional, não uma entidade regional”, garantindo que a entidade que dirige continua totalmente disponível para “trilhar esse caminho de valorização do produto nacional”.

Município de Estremoz e TTE assinam contrato de exploração da Praça de Touros

O contrato de exploração da Praça de Touros de Estremoz entre o Município, representado pelo presidente José Daniel Sádio, e a TTE – Tertúlia Tauromáquica de Estremoz, representada por Marco Faneco, foi assinado ontem, terça-feira, dia 28.

O acordo garante a continuidade da gestão e dinamização da principal infraestrutura tauromáquica do concelho, permitindo a programação de espetáculos taurinos nos próximos quatro anos.

A TTE foi a entidade vencedora do concurso público lançado pelo Município, em dezembro, cuja adjudicação foi aprovada em reunião do Executivo Municipal no dia 21 de janeiro.

Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo debate a Reforma da PAC

A Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo – FAABA, a ACOS – Associação de Agricultores do Sul e a CAP – Confederação dos Agricultores de Portugal agendaram uma sessão de esclarecimento, aberta a todos os agricultores, para o dia 13 de fevereiro, às 16h00, no Auditório do NERBE em Beja.

A sessão tem como propósito a reflexão, debate e esclarecimento de dúvidas, sobre a Reforma da PAC (propostas do Quadro Financeiro Plurianual e da Política Agrícola Comum para o período de 2028-2034) e sobre o Acordo UE – Mercosul.

É importante os agricultores e as suas estruturas refletirem em conjunto e juntarem a sua voz para pressionar o governo a tomar medidas que defendam o setor.

Projeto “Nascer Cá” continua a presentear cada bebé natural de Vendas Novas

Decorreu no dia 23 de janeiro, na Biblioteca Municipal, uma sessão de entrega de cabazes do “Nascer Cá”, com o Executivo Municipal e o Presidente da Junta de Freguesia de Vendas Novas a darem os parabéns e entregarem em mão os respetivos conjuntos de bens aos pais que puderam estar presentes.

O projeto “Nascer Cá” continua a assinalar o nascimento de crianças naturais de Vendas Novas através da oferta de um cabaz com artigos de puericultura essenciais e do compromisso de cada bebé ter uma árvore plantada com o seu nome.

As placas identificativas com o nome da criança e a respetiva árvore serão colocadas numa fase posterior, quando existirem condições mais favoráveis para a plantação, tendo os pais recebido um folheto com o mapa onde as árvores irão ficar localizadas. Quanto a plantações anteriores, o Município encontra-se a proceder ao levantamento e acompanhamento das situações pendentes, com vista à sua regularização faseada.

Com o “Nascer Cá”, o Município reafirma a importância de valorizar a natalidade, apoiar as famílias e associar cada novo nascimento a um gesto de cuidado, memória e futuro.

“Estremoz nas Invasões Francesas” é tema de exposição no Bernardim Ribeiro

O Teatro Bernardim Ribeiro vai receber, de 6 de fevereiro a 23 agosto de 2026, a exposição “Estremoz nas Invasões Francesas”.

Esta exposição é dedicada à temática das invasões napoleónicas em Estremoz, promovendo assim o seu património cultural e imaterial associado à história das invasões e assumindo um papel de relevância para a dinamização da oferta turística cultural do concelho.

A investigação histórica revelou, entre outros aspetos, figuras que se destacaram na expulsão dos invasores, os impactos decorrentes de atos de roubo e destruição praticados, os diversos edifícios religiosos da então Vila, ocupados por militares dos exércitos, servindo de aquartelamento e de hospitais militares, terminando com a ajuda britânica.

O conteúdo da exposição é da responsabilidade técnica do Arquivo Municipal, integrando assim o seu projeto anual expositivo.

Atualização de rendas em 2026 e as novas regras para o arrendamento

A atualização anual das rendas em 2026 surge como um mecanismo de equilíbrio entre a evolução do custo de vida e os contratos de arrendamento em vigor, conforme previsto no Novo Regime do Arrendamento Urbano. Este ajuste visa adequar os valores mensais à realidade económica do país, proporcionando uma maior estabilidade e previsibilidade na relação entre quem habita e quem detém os imóveis. Num cenário de estabilização da inflação, o aumento previsto para o novo ano reflete um ajuste moderado no orçamento das famílias, sublinhando a importância da transparência e do respeito pelos prazos legais para manter uma relação de arrendamento saudável e livre de litígios.

No que diz respeito à aplicação prática, o coeficiente de atualização foi fixado em 1,0224, o que permite um aumento máximo de 2,24% sobre o valor atual da renda. Este ajuste não é automático, exigindo que o senhorio comunique a intenção de alteração por escrito, preferencialmente através de carta registada com aviso de receção, com uma antecedência mínima de 30 dias face ao pagamento da nova mensalidade. É fundamental que os inquilinos confirmem se foi respeitado o intervalo de um ano desde a última atualização e que os senhorios garantam o formalismo da comunicação. Ambas as partes devem ainda estar atentas aos benefícios fiscais em sede de IRS, que podem incluir deduções para os arrendatários ou isenções para proprietários que pratiquem rendas acessíveis.

Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo: