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Montemor: Projeto Karibu dá apoio a comunidade migrante (c/fotos)

Projeto Karibu trata-se de uma Associação de Apoio ao Migrante, sediada em Montemor-o-Novo. A RNA foi ao encontro dos fundadores do referido projeto, Gil Chagas e Renato Chagas.

O Renato referiu que “este projeto é uma associação sem fins lucrativos que visa apoiar a integração das novas comunidades que o fenómeno da migração traz a Montemor. Essencialmente é isto. A nossa ferramenta principal nesse esforço de integração é a própria língua. Nós ensinamos a língua portuguesa para que as pessoas possam começar a ler um bocado e a mexer-se e a capacitarem-se neste país que lhes é, na maioria das vezes, tão estranho e tão distante. Nós tentamos também apoiar as pessoas a nível administrativo, nessas questões de ir às finanças, de ir à segurança social, de traduzir documentos, juramentar que vivem aqui, é uma coisa que fazemos permanentemente, ir à junta de freguesia. E aqui criam-se amizades, perdem-se alguns receios, ganham-se algumas coragens e aprende-se a falar. Não só se aprende a falar, como se explora muito a interculturalidade, a nossa como dada, a deles como recebida e depois, idealmente, a questão das fronteiras e do estrangeirismo qualquer dia poderá desaparecer, esperemos nós”.

Gil Chagas adiantou que já passaram pela associação “alunos australianos, mas a grande fatia são pessoas do subcontinente indiano, Bangladesh, Sri Lanka e Nepal. Também temos neste momento afegãos e sírios, que já vêm com outro estatuto, nomeadamente o de refugiados. Por um lado, por outro temos aquela comunidade europeia com outro poder de compra. As pessoas que compram terrenos, que estão a constituir nova vida aqui na natureza, essas pessoas têm um interesse real em aprender o português e também fazem uma parte grande dos nossos alunos”.

“A associação divide-se em duas vertentes essenciais. Uma é da assistência social, da inclusão, e outra é a do ensino da língua. Somos também uma escola de línguas. E temos cursos de inglês, como língua estrangeira, essencialmente, por falta de procura ainda não abrimos mais nenhum curso. Portanto, temos inglês para adultos, inglês para crianças, divididos por diversos níveis de conhecimento, depende do conhecimento com que as pessoas aqui chegam”, acrescenta.

Somos mais procurados por adultos, pessoas que por alguma razão tiveram uma formação que não foi suficiente para chegar à idade adulta com facilidade no inglês. E agora, por vivermos num mundo de tal maneira globalizado, é uma ferramenta essencial para praticamente qualquer tipo de emprego. E então as pessoas vêm aqui à procura. Temos também uma fatia grande da comunidade brasileira, que vem aqui para aprender inglês também. Mas temos muitos alunos locais, pessoas sobretudo mulheres, se tivermos a falar assim em termos estatísticos, mulheres, jovens adultas, meia idade, já tivemos um aluno de 80 e poucos anos, por exemplo, um senhor daqui de Montemor-o-Novo”, acrescenta Renato Chagas.

Quem estiver interesse em frequentar as aulas do Projeto Karibu pode “bater aqui à porta, na Rua do Caldeirão, número 2, junto ao Largo da Biblioteca Municipal ou procurarem-nos nas redes sociais e a partir daí entrarem num link que os leva a uma ficha de inscrição ou ao contacto direto, o número de telefone connosco, WhatsApp, etc. Mas o melhor é virem aqui conhecer e fazer uma aula experimental para conhecer o espaço, conhecer as pessoas, conhecer o ambiente, porque nós primamos por ter um ambiente muito acolhedor. As aulas têm poucas pessoas e nós temos um interesse genuíno em conhecer as pessoas e integrá-las”, rematou Gil Chagas.

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