Operação “Natal e Ano Novo 2025/2026”, da GNR, nas estradas portuguesas até 4 de janeiro

A Guarda Nacional Republicana arrancou esta quarta-feira, 18 de dezembro, com a Operação “Natal e Ano Novo 2025/2026”, um dispositivo especial de segurança que se prolonga até 4 de janeiro, com o objetivo de garantir maior tranquilidade à população durante a quadra festiva.

A operação envolve um reforço significativo do patrulhamento, da prevenção e da fiscalização em todo o território nacional, incidindo sobretudo nas zonas de maior concentração de pessoas, áreas comerciais, locais de festividades e principais vias rodoviárias. Numa altura do ano marcada pelo aumento das deslocações e do tráfego, a GNR aposta numa presença reforçada no terreno para prevenir a criminalidade e reduzir a sinistralidade rodoviária.

O dispositivo está organizado em três fases. A primeira centra-se na prevenção e sensibilização, com apelos à adoção de comportamentos de autoproteção, como comunicar às autoridades ausências prolongadas de casa, garantir o fecho de portas e janelas e evitar sinais visíveis de que a habitação está desocupada. Até 26 de dezembro, período do Natal, o patrulhamento será intensificado junto da população, combinando ações de apoio, aconselhamento e fiscalização. Já entre 27 de dezembro e 4 de janeiro, durante as celebrações de Ano Novo, a presença da GNR será ainda mais visível em zonas residenciais, comerciais, de lazer e de diversão noturna.

No âmbito da segurança rodoviária, a Guarda vai intensificar as ações de fiscalização, com especial atenção a comportamentos de risco como o excesso de velocidade, a condução sob o efeito do álcool ou de substâncias psicotrópicas, o uso do telemóvel ao volante, manobras perigosas e o não uso do cinto de segurança ou dos sistemas de retenção para crianças. A GNR aconselha os condutores a planearem as viagens, evitarem conduzir cansados, respeitarem os limites de velocidade e adotarem uma condução defensiva.

Com este conjunto de medidas, a Guarda Nacional Republicana pretende contribuir para uma época festiva mais segura, reduzindo acidentes, prevenindo a criminalidade e assegurando que as celebrações de Natal e Ano Novo decorram com maior serenidade para todos.

Mensagem de Natal: Arcebispo de Évora lembra os “idosos abandonados pelas famílias” e as pessoas com deficiência

Na sua habitual Mensagem de Natal, o arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho, recorda, desta vez, “a urgência dos idosos abandonados pela família, ou já sem família; as crianças e as pessoas com qualquer tipo de deficiência, bem como os sós, quer em instituições, quer em domicílio próprio ou familiar”.

O arcebispo apela ainda à importância de todos “sermos Natal para os que chegam e batem à nossa porta. Que em cada dia desta época nova, não sejamos Belém encerrada para Maria e José, mas presépio e colo amplamente aberto para pastores e magos”.

A mensagem para ler na íntegra:

“À Arquidiocese de Évora,

Em Tempo de Natal, preparemo-nos com a ajuda de Maria e de José para o nascimento de Cristo, o Filho de Deus, que assumiu a nossa humanidade até às suas últimas consequências, excepto no pecado. É neste contexto, que esta Mensagem de Natal se insere e se apresenta, apenas para compartilhar o sublinhado de uma Beleza que fala por si, mas que por ser menos interiorizada e contemplada do que utilizada, corre o risco de ser banalizada e instrumentalizada.

Em primeiro lugar, o Natal proclama que o Amor que Deus nos tem é tão grande, que quis viver connosco a nossa condição humana, fazendo-se um Menino: débil, indefeso, necessitado dos cuidados de Maria e José.

Este Menino que contemplamos no presépio passará a maior parte da sua vida, como um de nós, entre tantos: na comunidade judaica do Egipto e depois, em Nazaré, convivendo com os seus familiares, amigos e conterrâneos, participando nas festas e rituais judaicos, e também nas dificuldades do seu povo. Certamente, como todos os meninos do seu tempo, aprendendo e trabalhando nas lides de S. José.

Ao contemplar a Sagrada Família no presépio de Belém, somos levados a recordar a situação de tantas pessoas, que à semelhança de Maria e José, carecem do necessário para cuidar de seus filhos. Como não recordar todas as famílias, vítimas da pobreza e das guerras, no dizer do saudoso Papa Francisco, espalhadas como que aos pedaços pelo mundo? Neste inverno, como não nos solidarizar, especialmente com as vítimas da guerra da Ucrânia e de Gaza na Palestina, com todos, mas sobretudo com as crianças, os anciãos e os frágeis?

A este propósito, recordemos algumas palavras do Santo Padre, o Papa Leão XIV na sua exortação apostólica “Dilexi Te”: “Nenhuma expressão de carinho, nem mesmo a menor delas, será esquecida, especialmente se dirigida a quem se encontra na dor, sozinho, necessitado”(N.4). À Luz destas palavras de Pedro dos nossos dias, exorto-vos e ânimo-vos a que neste Natal do Ano Santo 2025, estejam presentes nas vossas famílias gestos concretos de afecto, presença e solidariedade para com os mais necessitados, porventura vossos vizinhos, conhecidos ou familiares, transfigurando em cada um deles o próprio Jesus nascido em Belém.

Seja-me permitido sublinhar a urgência dos idosos abandonados pela família, ou já sem família; as crianças e as pessoas com qualquer tipo de deficiência, bem como os sós, quer em instituições, quer em domicílio próprio ou familiar. Se estes gestos forem vividos em família e na presença das novas gerações, como não valorizarão a beleza do vosso Natal!

Belém é um fiel reflexo da universalidade da redenção: pastores pobres e excluídos da sociedade dominante de então e magos do Oriente, sábios e importantes, tão diferentes exteriormente e nas suas possibilidades presenteadas, estão, todavia, unidos pelo mesmo desejo de adorarem o Messias. Estas vivências neo-testamentárias, garantem-nos que a Salvação que o Senhor nos oferece não se limita a alguns privilegiados, mas destina-se a todos os homens e mulheres, jovens e idosos, de todas as etnias, origens e culturas. De facto, nós cristãos somos chamados a anunciar a universalidade da salvação oferecida por Jesus, somos discípulos missionários renovados pelo envio natalício.

Neste tempo, marcado pela grande mobilidade populacional, com consequentes mutações demográficas e desafios repletos de exigências de acolhimento, cuidado, integração e promoção de numerosos migrantes, nomeadamente neste Alentejo Central e Ribatejo do Sul que constituem a nossa Arquidiocese, percebemos a mensagem de acolhimento hospitaleiro e pleno de humanidade que o presépio, sempre integrado na biodiversidade ecológica da natureza, concedeu aos pastores locais das campinas de Belém, e aos magos vindos de locais e culturas longínquas. Eis o desafio dirigido à nossa geração, a cada um de nós, de sermos Natal para os que chegam e batem à nossa porta. Que em cada dia desta época nova, não sejamos Belém encerrada para Maria e José, mas presépio e colo amplamente aberto para pastores e magos.

No Tempo do Natal, a grande alegria do nascimento contrasta com o sofrimento dos Santos Inocentes e com as penúrias da fuga urgente e repentina da Sagrada Família para o Egipto. Percebe-se o sinal da cruz marcado desde o início da vida de Jesus, o Cristo!

É neste sinal redentor que me seguro na Fé para desafiar todos os Cristãos de Évora a prosseguirmos a caminhada do Ano Santo, como peregrinos de Esperança. Que na continuidade deste Ano Pastoral, saboreemos como Deus é Bom e façamos a experiência da contemplação e da gratidão, pondo-nos ao serviço das nossas Comunidades Cristãs na construção de uma sociedade, onde se vivam os valores do Natal, no dia a dia de nossas vidas iluminadas e comprometidas com Nosso Senhor Jesus Cristo, afinal ao serviço da Igreja e do mundo.

Votos de Santo Natal!

+ Francisco José Senra Coelho,

Arcebispo de Évora”

Véspera de Natal dia de Convívio na Ceia de Natal

A Véspera de Natal, celebrada na noite de 24 de dezembro, constitui o momento fundamental das tradições natalícias em Portugal e em vários países.

O dia de hoje é dedicado ao convívio familiar, sendo marcada pela reunião à volta da Ceia de Natal. É o ponto culminante do período de preparação, onde se trocam presentes à meia-noite, simbolizando a generosidade e a união.

A noite inclui, na tradição cristã, a participação na Missa do Galo, que antecede e celebra o nascimento de Jesus Cristo. Por ser um período de recolhimento, a maioria das atividades públicas e o comércio têm o seu funcionamento suspenso ou reduzido, priorizando-se o ambiente no lar.

Mensagem de Natal do nossos Diretor

Nesta altura não há muitos consensos na nossa sociedade, no entanto, relativamente à época de Natal existe um consenso alargado entre nós: é um tempo de fé, de esperança, de partilha e de reencontro com aqueles que nos são mais próximos.

Nesta quadra, muitos regressam a casa, ao Alentejo, às suas terras de origem, para junto das famílias, onde se mantêm vivas as tradições e as vivências tão próprias desta época do ano. É um momento propício para deixar para trás os atritos e as dificuldades, olhar o futuro com positividade e preparar a entrada num novo ano com renovada confiança, na esperança de que a vida nos possa correr melhor.

O ano de 2025 foi, acima de tudo, um ano de grande esforço e de enormes desafios. No interior do país, torna-se cada vez mais difícil levar por diante projetos como este, nomeadamente no setor da rádio, num contexto marcado pela diminuição da população, pela escassez de empresas e pela falta de atenção ao interior, apesar dos alertas sucessivos dos censos. Ainda assim, continuamos a acreditar e a olhar de forma positiva para os grandes eventos da nossa região, acompanhando tudo o que de bom se faz no Alentejo. Oxalá mais pessoas partilhassem este olhar sobre a nossa terra.

Agradeço sinceramente aos nossos ouvintes e aos nossos anunciantes pois sem o seu apoio não seria possível estarmos no ar.

Desejo a todos um Santo e Feliz Natal, um excelente Ano Novo e que 2026 seja um ano ainda melhor do que 2025.

Um abraço do António Ferreira Góis