Grupo União Sport empata em Reguengos com Atlético e desce ao 2º lugar da Elite

Este domingo, 23 de novembro, regressou o campeonato da Liga Elite e Liga AFE, após a realização da 3ª jornada da Taça Distrito de Évora.
Na Elite decorreu a 7ª jornada, com o Grupo União Sport a empatar 2-2, fora de portas, com o Atlético de Reguengos, após estar a vencer por 0-2. Ainda na Elite, o Escouralense empatou em casa, com nulo no marcador, com o Redondense ,e o Cabrela foi a Monte Trigo perder por 3-0.
Já no Grupo B da Liga AFE, jogou-se a 6ª jornada, com o Valenças foi obter a sua primeira vitória do campeonato, vencendo em Aguiar por 3-4, o Foros de Vale de Figueira averbou derrota no seu reduto com o Santana do Campo por 1-3, o Fazendas do Cortiço perdeu em São Pedro da Gafanhoeira por 3-2 com o S. Pedrense e o Cortiçadas de Lavre recebeu e venceu o Tourega por 5-1.

Em relação ao jogo que a RNA acompanhou com relato, a deslocação do Grupo União Sport (GUS) ao Campo Virgílio Durão, em Reguengos de Monsaraz, a equipa treinada por Gonçalo Carapinha apresentou-se com duas surpresas no 11 inicial do União, com a inclusão no lote titular de João Bugio e Miguel Fernandes. Até aos 20 minutos o União quase não existiu ofensivamente, com o Atlético a estar melhor e a ter uma boa oportunidade, resolvida com uma bela defesa de Raimundo Duarte. Um pouco contra a corrente do jogo, o União colocou-se em vantagem, na sequência de um livre aos 23 minutos, num golo de Rodrigo Vicente, através de um forte remate de fora da grande área. O União melhorou após o golo, mas foi sol de pouca dura. A 1ª parte terminou com o Atlético a ser superior nos primeiros 45 minutos, mas sem criar grandes oportunidades para marcar. Já o União, apesar da vantagem, mostrou as mesmas dificuldades das últimas partidas, concretizando um melhor resultado que a exibição.
A 2ª parte iniciou sem alterações em ambas as equipas. O União continuou a exibir-se abaixo das expetativas, com falta de confiança do meio campo para a frente. O Atlético esteve perto de empatar, aos 59 minutos, com Rodrigo Rodeia a cabecear para fora. A primeira alteração foi efetuada pelo União, com Bugio a ser rendido por Luís Madeira, aos 65 minutos. Aos 68 minutos, após canto, Pedro Seabra aproveitou um erro de marcação e, nas alturas, cabeceou no 1º andar para o 0-2. Aos 70 minutos, Roberto Carlos (lesionado) e Miguel Fernandes saem no União, para as entradas de Wilson Costa e Néné. Simultaneamente, no Atlético, Sanhá entra para o lugar de Luís Quintas. Aos 85 minutos, o Atlético reduz de bola parada, após pontapé de canto, por Afonso Batista. Entravam-se nos últimos minutos da partida e pedia-se ao União para arregaçar as mangas e cerrar fileiras para segurar os 3 pontos. Aos 86 minutos, o União fez novas alterações, com a entrada de Cardinhos e Vieira, para a saída de Catalão e Vicente. Entretanto, no Reguengos, Bernardo, Canilhas e Ivonildo eram substituídos por Pipo, Namola e Tomás Ramalho. Já nos descontos, e de bola parada novamente, na sequência de um canto, Balixa dava o golo do empate à formação da casa. O jogo chegou ao fim com 2-2 no marcador, um resultado acaba por ser penalizador para o União que, após estar em vencer por 0-2, não conseguiu segurar a vitória. Tratou-se de um resultado desanimador, em que o União pagou caro pelos seus erros.

Liga Elite> 7ª jornada > 23/11> 15h00
Escouralense 0-0 Redondense
Arcoense 0-1 Lusitano Évora B
Estrela FC 2-2 Juventude Évora B
GD Portel 3-0 Sp. Viana Alentejo
At. Reguengos 2-2 Grupo União Sport
Monte Trigo 3-0 GD Cabrela

Liga AFE Grupo B > 6ª jornada > 23/11 > 15h00
GDS Pedrense 3-2 Fazendas do Cortiço
Foros Vale Figueira 1-3 Santana do Campo
Arraiolense 2-0 Alcaçovense
Aguiar 3-4 Valenças
Cortiçadense 5-1 GD Tourega (15h30)

Liga AFE Grupo A > 7ª jornada > 23/11 > 15h00
O Calipolense 2-1 At. Reguengos B
SB Outeiro 0-7 Bencatelense
São Manços 0-0 CF Estremoz
Canaviais 4-3 Borbense
Corval 5-0 AD Vera Cruz
Descansa: Oriolenses

Plano de Urbanização de Évora apresentado no XV Congresso da Geografia Portuguesa

O Plano de urbanização de Évora foi apresentado no XV Congresso da Geografia Portuguesa.

“Estamos perante um Plano de Urbanização de Évora tecnicamente robusto e que constitui um passo em frente para criar o contexto necessário para que Évora se possa desenvolver de forma inteligente e sustentável”, considerou o Presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Zorrinho, na sessão especial dedicada à apresentação e discussão da proposta de revisão do Plano de Urbanização de Évora (PUÉ) que teve lugar no final do XV Congresso da Geografia Portuguesa.

O congresso sob o lema: “Geografia Propositiva, Dinâmicas Territoriais e Justiça Sócio-espacial” decorreu em Évora de 19 a 21 de novembro, dinamizado pela Associação Portuguesa de Geógrafos e pela a Universidade de Évora, com o apoio de diversas entidades.

A sessão dedicada à apresentação e discussão da proposta de revisão do Plano de Urbanização de Évora (PUÉ) iniciou-se com um enquadramento da revisão do PUÉ pelo Chefe da Divisão de Ordenamento e Reabilitação Urbana da Câmara de Évora, Pedro Fogaça, tendo a apresentação ficado a cargo do Coordenador da equipa de elaboração do PUÉ, Jorge Carvalho.

“O território é que manda. Temos de partir essencialmente do território e valorizá-lo”, salientou Jorge Carvalho na sua intervenção ao longo da qual destacou aspectos fundamentais da composição do Plano, o qual foi muito participado e entra agora em fase de discussão pública.

Participaram no debate, além do Presidente da Câmara Municipal de Évora; Carlos Gonçalves (Universidade de Évora); Eduardo Miranda (Câmara Municipal de Évora); Jorge Carvalho (Coordenador da equipa de elaboração do PUÉ) e Margarida Pereira (Universidade Nova de Lisboa). Foi moderado por Luís Matias, da Rádio Diana FM.

O Presidente da Câmara Municipal de Évora explicou que a proposta de PUÉ responde à evolução do sistema urbano/territorial e aponta às necessidades mais prementes (para além da adaptação a nova legislação) como: Acesso a habitação, Desenvolvimento económico e criação de emprego, Mobilidade urbana sustentável e Qualidade dos espaços e alterações climáticas.

Esta proposta técnica, sublinhou ainda o autarca, deve agora incorporar as opções estratégicas que foram sufragadas pelos eleitores nas eleições autárquicas de 12 de outubro.

Além do legítimo escrutínio político, o PUE será objeto da Avaliação Ambiental Estratégica e do processo de Consulta Pública, indicou Carlos Zorrinho, sublinhando a importância de “conjugar escrutínio, transparência e participação cívica com celeridade de processos”, assim como “criar células viáveis e deixá-las multiplicar-se, quebrar a asfixia pendular e criar condições para quem procura opções de investimento de qualidade em habitação, comércio, equipamentos turísticos, equipamentos sociais, equipamentos culturais, desportivos e de lazer, tenha razões para escolher Évora, em cenário competitivo.

O Presidente finalizou a sua intervenção com a convicção de que “um novo PUE para Évora faz parte da solução”, estando seguro de que este gerará “um impulso de cidadania para dar um novo fôlego ao nosso Concelho e para que Évora se afirme como uma Capital Europeia ao Sul”.