XVI Encontro Internacional de Marionetas terminou com balanço bastante positivo

Chegou ao fim o XVI Encontro Internacional de Marionetas. Entre 22 de maio e 2 de junho, esta coprodução da Alma d’Arame e do Município de Montemor-o-Novo agitou a cidade com uma programação recheada de teatro, música, dança, performances, concertos e workshops.

O último fim de semana foi também ele rico, no que aos espetáculos diz respeito. Sexta-feira, dia 31, a Alma Box recebeu Chissangue Afonso​, que apresentou ‘Que.mim.erA’, um espetáculo nu, sem pudor, pela urgência da consagração dos direitos e liberdades da Mulher.

No dia 1, o Encontro esteve presente no Parque Urbano, nas comemorações do Dia Mundial da Criança, tendo a Arawake levado ‘Titiriscópio’ até às crianças de Montemor-o-Novo. Já ao final da tarde, às 19h00, Zaya Energias levou ‘Wh¥te Sheets’ – em analogia, um processo de “lavagem de dores” – à Oficina Magina de O Espaço do Tempo.

Durante a noite, o Cineteatro Curvo Semedo voltou a ser o centro do Encontro (que de lá não mais saiu). Petrikor Danse e Bettina Szabo apresentaram ‘Habitat’, peça multidisciplinar que combina movimento, voz e eletrónica ao vivo numa experiência hipnótica de atmosfera aquática. Seguiu-se mais uma sessão de Conversas Sem Fio, de Christine Zurbach e José Alberto Ferreira.

O XVI Encontro Internacional de Marionetas de Montemor-o-Novo havia de terminar sábado, dia 2: pelas 21h30, Edgar Pêra e Vítor Rua (Mister Eggo e Mister Egg), fecharam o programa com o cine-concerto ‘Sweet Violence’. Rua tocou guitarra e eletrónica, Pêra filmou em direto e Ana Soares, VJ, misturou as suas imagens com outras pré-montadas.

Antes, em palco, aos dois artistas da última iniciativa juntaram-se Amândio Anastácio, Diretor Artístico da Alma d’Arame e Henrique Lopes, Vereador da Cultura e Arte do Município de Montemor-o-Novo. Juntos fizeram um balanço extremamente positivo desta 16.ª edição do Encontro Internacional de Marionetas que trouxe 15 companhias nacionais e internacionais e 30 espetáculos até Montemor-o-Novo. Inclusivamente, Henrique Lopes enalteceu a vitalidade do Encontro, que consegue “manter-se fresco” e surpreender ao fim de 16 edições.