Prazos para participar no “Conto infantil sobre S. João de Deus” até dia 8

O Município de Montemor-o-Novo está a promover um concurso literário “Conto infantil sobre S. João de Deus” que pretende selecionar um conto infantil para publicação em livro, com de forma a valorizar e promover do património cultural do concelho.

[shc_shortcode class=”shc_mybox”]

O vencedor do concurso será premiado, no valor de 1 500 euros. Os trabalhos a concurso deverão ser inéditos, bem como ser enviados até ao dia 8 de março de 2022. O regulamento deste concurso pode ser consultado aqui.

João Cidade, mais tarde São João de Deus é o Santo de Montemor-o-Novo, Fundador da Ordem Hospitaleira de S. João de Deus, Padroeiro dos Enfermeiros, Doentes, Hospitais e todo o pessoal ligado à saúde e ainda Co-Padroeiro dos Bombeiros Voluntários de Portugal.

[/shc_shortcode]

Anta-Ermida em honra de Nossa Senhora do Livramento localiza-se no concelho de Montemor

A Anta-Ermida de Nossa Senhora do Livramento situa-se na localidade de São Brissos, Santiago do Escoural, no concelho de Montemor-o-Novo, tendo sido classificada como Imóvel de Interesse Público em 1957.

Montemor-o-Novo é um concelho particularmente rico em testemunhos megalíticos, nomeadamente no que se refere à arquitetura funerária, podendo ainda ser encontrados outros tipos de vestígios arqueológicos de outras épocas.

[shc_shortcode class=”shc_mybox”]

Esta anta está identificada como sendo a sétima, em S. Brissos, tendo sido convertida, no século XVII, em capela, um sinal claro de reutilização deste espaço sagrado, por diferentes crenças. Esta transformação é também um sinal de sobreposição de diferentes crenças de poderes como por exemplo, economia de recursos, neste caso de materiais.

Originalmente, a Anta-Ermida, era formada por esteios (cinco dos quais remanescentes) graníticos, o espaço da anterior câmara sepulcral corresponde ao actual átrio da ermida, podendo ainda ser possível observar a presença da laje de cobertura – o “chapéu” – e de alguns indícios do corredor de acesso ao seu interior.

No interior deste monumento é visível o processo de cristianização pelo qual esta anta passou, através da presença da imagem de Nossa Senhora do Livramento, tornando este, num local de romaria.

Para chegar à Anta-Ermida de Nossa Senhora do Livramento, com partida de Montemor-o-Novo, deve seguir pela Estrada Nacional nº2, passando a vila de Santiago do Escoural, seguir em direção à estrada M370, virando, mais tarde em direção a Valverde. Cerca de 2 km depois, a Anta encontra-se à direita.

[/shc_shortcode]

Silveiras já tem serviço de multibanco

A freguesia de Silveiras já dispõe de caixa multibanco, estando neste momento a funcionar na sua totalidade permitindo levantamentos e todas as outras operações.

André Banha vogal na União de Freguesias de Nossa Senhora da Vila, Bispo e Silveiras revela que esta obra “na União de Freguesias foi de carácter prioritário, tanto para permitir à população a disponibilidade deste equipamento que existia em Silveiras e que a população não tenha de se deslocar até Vendas Novas ou Montemor”.

[shc_shortcode class=”shc_mybox”]

Esta é uma infraestrutura que foi instalada pela Caixa de Crédito Agrícola, sendo que “este bunker foi um protocolo entre a União de Freguesias de Nossa Senhora da Vila, Nossa Senhora do Bispo e Silveiras, com a Câmara Municipal”, um protocolo assinado o ano passado, “no valor de 21.674,28€, em que cada uma das partes assumiu 50%”, adianta o vogal, que, após terem surgido alguns constrangimentos, na obra, devido à pandemia de Covid-19, ficou agora concluída.

Neste momento a caixa multibanco já está a funcionar podendo realizar-se todo o tipo de operações, incluindo o levantamento de dinheiro.

Ate aqui as pessoas tinham de se deslocar até Montemor, a cerca de 12 km, ou a Vendas Novas, a 23 km, da Freguesia das Silveiras.

[/shc_shortcode]

Reguengos assinala Dia da Mulher com caminhada em homenagem às ucranianas

O Dia da Mulher vai ser comemorado em Reguengos de Monsaraz de 5 a 11 de março com uma caminhada, aulas de ginástica e animação musical. As atividades são organizadas pelo Município de Reguengos de Monsaraz e pelo Câmara Reguengos Clube e vão decorrer em todas as freguesias do concelho.

O programa abre no dia 5 de março, pelas 16h30, com uma caminhada em homenagem às mulheres ucranianas. A caminhada tem 5,7 quilómetros de extensão com partida e chegada na Praça da Liberdade, em Reguengos de Monsaraz. As inscrições podem ser efetuadas até ao dia 3 de março no Serviço de Desporto na autarquia ou por e-mail (desporto@cm-reguengos-monsaraz.pt) e as participantes vão receber uma t-shirt, um boné e uma bebida no final da caminhada.

[shc_shortcode class=”shc_mybox”]

No dia 7 de março, às 14h, haverá aulas de ginástica com fitness, ioga, relaxamento e diversão no jardim de São Marcos do Campo, pelas 15h junto à Igreja Matriz do Sagrado Coração de Jesus, em Campinho, e às 16h10 na Sociedade Cumeadense, na Cumeada. No dia 8 de março decorrem atividades em Reguengos de Monsaraz com aulas de ginástica no Parque da Cidade às 10h, 11h e 16h, e animação musical com Luís Marques, pelas 18h, na Praça da Liberdade, seguida de happy hour com descontos nos cafés e restaurantes da praça. Durante a tarde haverá também aulas de ginástica pelas 14h na antiga escola primária de Motrinos, às 15h no Parque Outeiro XXI, em Outeiro, e pelas 16h na Casa do Cante em Telheiro.

No dia seguinte, 9 de março, às 14h realizam-se aulas de ginástica no Centro de Convívio da Barrada e pelas 15h na Igreja de Santiago, em Monsaraz. No dia 10 de março, o programa comemorativo do Dia da Mulher integra aulas de ginástica às 14h no Centro de Recreio e Convívio Maria Gabriela Leonidas, em Santo António do Baldio, pelas 15h na Sociedade do Carrapatelo e às 16h30 no jardim público de São Pedro do Corval. A fechar, no dia 11 de março, pelas 14h haverá aulas de ginástica no polidesportivo de Perolivas e às 15h15 no parque em Caridade.

[/shc_shortcode]

Ucrânia vs Rússia: a dor de quem vive em Portugal com o coração bem longe (c/som)

A invasão da Ucrânia, por parte dos militares russos, deixou cidades destruídas, famílias separadas e milhares de pessoas desalojadas e que, aos primeiros ataques, deixaram para trás uma vida.

No entanto, a dor e o sentimento de destruição afetam não só os que vivem na Ucrânia, mas também os que, a milhares de quilómetros de distância, se sentem impotentes.

Encontrámos uma ucraniana que deixou o seu país há já 21 anos. Com 46 anos, tem na Ucrânia praticamente toda a sua família. Os pais vivem numa aldeia a cerca de 30 quilómetros da zona de conflito. Uma tia está na retaguarda a assegurar a alimentação e apoio aos soldados ucranianos. Nesta altura, de acordo com os relatos que chegam a esta mulher, toda a ajuda é pouca: “é necessária comida, medicamentos e, sobretudo apoio psicológico. Esta era uma guerra que ninguém esperava. A população, quer ucraniana quer russa, está em choque”.

A falta de medicamentos é um dos principais problemas que a população, que se encontra fora da zona de conflito, está a enfrentar. Para a Ucrânia, segue, entretanto, um carregamento de medicamentos adquirido por alguns ucranianos que residem na região.

O apelo que esta mulher deixa a todos é que, dentro dos possíveis, “todo o mundo ajude a Ucrânia. Temos esperança que vai passar mas precisamos do apoio de todos”. Numa altura em que milhares de pessoas fogem do país, esta mulher não consegue que os pais deixem a sua terra natal. O pai, com 73 anos, garante que vai ficar para ajudar”.

A Organização das Nações Unidas estima que 12 milhões de pessoas precisarão de ajuda na Ucrânia. Além disso, a ONU apontou ainda que mais de quatro milhões de refugiados em fuga dos combates também necessitarão de apoio.

Arcebispo de Évora: sofrimento do povo ucraniano “golpeia os nossos corações”

O arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho, em tempos de Quaresma, período do ano litúrgico que antecede a Páscoa, lembra, numa mensagem enviada à redação desta estação emissora, que esta deve incidir, sobretudo, “na ação purificadora e santificadora do Senhor”.

Os meios sugeridos para a prática quaresmal, revela ainda, são “a escuta mais frequente da Palavra de Deus; oração mais intensa e mais prolongada, o jejum e as obras de caridade”.

Para além disso, o arcebispo assegura, nesta mensagem, “o sofrimento que o povo ucraniano experimenta nesta hora da sua história”, situação que “golpeia os nossos corações” e que nos deve fazer “olhar mais para eles do que para nós”.

A mensagem, para ler, na íntegra:

“Estimados Presbíteros, Diáconos, Consagrados e Consagradas, Seminaristas, Famílias e Jovens, Cristãos e Cristãs, que o Senhor esteja convosco e vos conceda saúde, paz e bem!

1.A Quaresma não é uma proposta obsoleta, caduca, e arqueológica de práticas espirituais e ascéticas de outras e para outras épocas, mas “Tempo Favorável” oferecido por Deus para que experimentemos de modo mais vivo e comprometido o mistério pascal de Cristo: «Se somos filhos, então somos herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, de fato participamos dos seus sofrimentos, para que também participemos da sua glória» (Rm 8,17).

A Quaresma é “Tempo Favorável” no qual Cristo purifica a Igreja sua esposa, «Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a si mesmo gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível» (Ef 5:25-27). Assim, o ‘Tempo Santo’ da Quaresma assenta, não tanto sobre as nossas práticas ascéticas, mas na acção purificadora e santificadora do Senhor; as obras penitenciais são sinal da nossa participação no mistério de Cristo que por nós fez penitência, jejuou no deserto e na cruz se entregou até ao fim. Deste modo, a Igreja é uma comunidade pascal, porque é batismal. Esta realidade manifesta-se não só porque se entra nela mediante o batismo, mas sobretudo porque Ela é chamada a exprimir com uma vida de contínua conversão o sacramento que a gera. Por isso, a Quaresma é o tempo da grande convocatória de todo o Povo de Deus, para que se deixe purificar e santificar pelo seu Senhor e Salvador.

Vivendo conscientemente a Quaresma, percebemos que a sua espiritualidade deve assumir a totalidade da sua exigência: pascal – batismal – penitencial–eclesial. Por isso, a penitência quaresmal não pode ser só interior e individual, mas tem que se assumir também externa, comunitária e social: a detestação do pecado como ofensa a Deus; as consequências sociais do pecado; a consciência da Igreja como pecadora e necessitada de purificação; a oração solidária por todos e com todos os pecadores; a partilha solidária com os mais necessitados.

Segundo a Constituição Litúrgica do Concílio Vaticano II, (SC 109-110), os meios sugeridos para a prática quaresmal são: a escuta mais frequente da Palavra de Deus; oração mais intensa e mais prolongada, o jejum e as obras de caridade. Procuremos concretizar estas propostas quaresmais na nossa Arquidiocese Eborense.

2.O nosso Plano Pastoral 2021-2022, “Cuidar e inserir os sedentos de Esperança”, «Dai-lhes vós mesmos de comer» (Lc 9,13), «remete-nos para uma questão fundamental da experiência cristã (…) Toca o coração da proposta do evangelho. Enquanto evoca o que de melhor a experiência da Igreja tem realizado nos caminhos da história, aponta, ao mesmo tempo, as urgências mais prementes da sua missão nos actuais contextos».

Dai-lhes vós mesmos de comer” percebemos que Jesus ordena aos doze que dêem de comer à multidão. Eles, porém, não se dão conta do dom que Jesus está a confiar às suas mãos: o pão da Palavra e o pão da Eucaristia. Não entendem que a sua bênção multiplicará infinitamente este alimento que sacia todo o tipo de fome: a fome de felicidade, de amor, de justiça, de paz, a necessidade de encontrar o sentido da vida, a ânsia de um mundo novo.

Consciente deste dom e desta tarefa o nosso Plano Pastoral conclui que «os novos cenários de cada época comprometem a comunidade cristã com novas configurações e respostas na fidelidade à missão que Jesus confiou aos seus discípulos. A missão é sempre a mesma, mas os contextos são sempre novos. Daqui decorre o imperativo de nos questionarmos de como poderemos, hoje, ser fiéis à missão de cuidar e inserir os irmãos mais debilitados e que clamam por um olhar ou um abraço redentor».

O Papa Francisco ajuda-nos a perceber a nossa tarefa e a nossa missão no contexto exigente em que vivemos: «aquilo que temos só produz frutos se o dermos (isto é o que nos quer dizer Jesus!); e não importa se é muito ou pouco. O Senhor faz grandes coisas com o nosso pouquinho, como no caso dos cinco pães. Ele não realiza prodígios com acções espetaculares, não tem a varinha mágica, mas atua com coisas humildes. A omnipotência de Deus é humilde, feita apenas de amor; e o amor faz grandes coisas com as coisas pequenas. Assim no-lo ensina a Eucaristia: nela está Deus encerrado num bocado de pão. Simples, essencial, pão partido e partilhado, a Eucaristia que recebemos transmite-nos a mentalidade de Deus e leva a darmo-nos, a nós mesmos, aos outros. É o antídoto contra afirmações como estas: “lamento, mas não me diz respeito, não tenho tempo, não posso, não é da minha conta”. Antídoto contra o virar a cara para o outro lado. (Homilia Papa Francisco – Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo).

O chamamento que o Espírito Santo dirige à Igreja que peregrina em Évora para “Cuidar e inserir os sedentos de Esperança”, revê-se neste momento evangelizador de Cristo. De facto, quem acolhe o Evangelho e com ele alimenta a sua vida, quem assimila a pessoa de Cristo alimentando-se do pão eucarístico, por sua vez sente necessidade de tornar os outros participantes da sua descoberta e da sua alegria e começa a distribuir também o pão que saciou a sua fome. Desencadeia-se assim um processo de partilha e os doze cestos estão sempre cheios e prontos para recomeçar a distribuição. Quanto mais aumentam aqueles que se alimentam do pão da Palavra de Cristo e da Eucaristia, mais se multiplica o pão distribuído a quem tem fome.

Perante a experiência eclesial da partilha, mais evidente é o contraste com o mundo sem Deus e concluímos com o Papa Francisco: «No mundo, procura-se sempre aumentar os lucros, aumentar o volume de negócios… Sim, mas com que finalidade? É o dar ou o ter? O partilhar ou o acumular? A «economia» do Evangelho multiplica partilhando, alimenta distribuindo; não satisfaz a voracidade de poucos, mas dá vida ao mundo (cf Jo 6,33). O verbo de Jesus não é ter, mas dar.

3.Caros Irmãos e Irmãs, são grandes as necessidades que nesta conjuntura se fazem sentir em muitas populações alentejanas e ribatejanas da nossa Arquidiocese, porém o sofrimento que o povo ucraniano experimenta nesta hora da sua história golpeia os nossos corações e faz-nos olhar mais para eles do que para nós. Por isso, repartiremos com eles aquilo que o Senhor na Sua infinita bondade nos oferece e pela nossa partilha com o povo ucraniano, ainda que pequena como um grão de mostarda, multiplicar-se-á para eles cem por um em utilidade, e para nós em Luz e Alegria. Assim, destinamos a nossa Renúncia Quaresmal deste ano às Caritas das Igrejas Latina e Grega Católicas da Ucrânia.

Como habitualmente, este serviço distributivo é entregue com gratidão pelos anos já executados, à Cáritas Diocesana, devendo os Reverendos Párocos endereçar as ofertas das suas Paróquias ao Instituto Diocesano Eborense (IDE), serviço central da Arquidiocese com a brevidade possível, pois as necessidades revestem-se de grande urgência.

Sintamo-nos unidos à Igreja Universal assumindo na comunhão a Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2022. Que ela nos inspire: «Não nos cansemos de fazer o bem; porque, a seu tempo colheremos, se não tivermos esmorecido. Portanto, enquanto temos tempo, pratiquemos o bem para com todos». (Gal. 6,9-10a).

Para todos, votos de fecunda Quaresma a caminho da Páscoa 2022.

+ Francisco José Senra Coelho

Arcebispo de Évora”