Olival superintensivo discutido em Campo Maior

No âmbito dos domínios de autonomia curricular, ao nível da Educação para a Cidadania, realizou-se no passado dia 5 de maio, no auditório da Escola Secundária de Campo Maior, uma palestra sobre os recursos naturais, mais precisamente sobre os solos (olival intensivo e superintensivo de regadio).

A palestra, organizada pelos alunos e professores das turmas do 11ºA e 11ºB, e que contou também com presenças de outras turmas, teve como orador o professor José Janela, pertencente à coordenação de projetos de educação ambiental da Quercus.

NA edição desta semana do “Ambiente em FM”, José Janela explica que esta palestra aconteceu em Campo Maior uma vez que, “à semelhança do Baixo Alentejo, o Alto Alentejo, em concelhos como o de Campo Maior, continua a ser também alvo da instalação de novas monoculturas intensivas e superintensivas de olival”.

O olival intensivo, também chamado de olival em sebe, e onde se inclui o superintensivo, “está dependente de irrigação artificial e utiliza densidades de plantação que estão entre as 10 e 15 vezes mais árvores por hectare do que o olival tradicional, tendo um nível superior de aplicação de fertilizantes de síntese e produtos fitofarmacêuticos relativamente em relação a este”, adianta o ambientalista.

Quanto aos problemas ambientais relacionados com o olival superintensivo, José Janela destaca a contaminação do ar, dos solos e da água, a diminuição de biodiversidade e degradação dos solos, entre outros, “sobretudo derivados às práticas utilizadas e aos produtos agrotóxicos usados regularmente nos tratamentos destes olivais”.

O programa, na íntegra, para ouvir no podcast abaixo: