Alemães lançam manifesto contra culturas super intensivas do Alentejo e Algarve

Na Alemanha, está em marcha uma campanha, organizada por promotores turísticos, contra as culturas intensivas do Alentejo e do Algarve.

Os promotores do protesto acusam os sucessivos governos portugueses de descurarem as políticas de distribuição pública da água e exortam os consumidores alemães a boicotarem os produtos com origem nas culturas super intensivas do Alentejo e do Algarve.

O vice-presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal, José Eduardo Gonçalves (na foto), refere que quem faz este movimento “pensa apenas no seu lazer e no seu belo prazer, esquecendo que as culturas intensivas, em Portugal, são realmente indispensáveis uma vez que a área de produção é cada vez menos, uma vez que o mar e as cidades entram pelas terras agrícolas, e a população é cada vez mais. Se não for através das culturas intensivas, todas elas regulamentadas, reguladas e fiscalizadas, é impossível dar de comer à humanidade”.

José Eduardo Gonçalves garante que “todas as culturas superintensivas são feitas de acordo com medidas que protegem o ambiente. Não podemos deixar de as fazer e temos que fazer uma equação: é mais importante o ambiente ou dar de comer ao mundo? Tem que haver um equilíbrio e temos que acabar com esta luta contra as culturas intensivas e contra os agricultores”.

A campanha incide essencialmente contra as estufas de abacate e frutos vermelhos que, de acordo com o manifesto, consomem a pouca água existente, degradam os solos e exploram os “escravos modernos da Ásia, de África e da Europa de leste”.