Regresso às aulas sem doces e salgados nos bares e máquinas automáticas

O novo ano letivo está prestes a começar, mas neste regresso às aulas os alunos já não vão encontrar, nos bares das escolas e nas máquinas automáticas, alimentos como croissants, empadas, batatas fritas, hambúrgueres, cachorros-quentes ou sumos.

Ao todo, os produtos proibidos são mais de 50. Trata-se de uma medida das direções-gerais da Educação e da Saúde, com vista à redução de sal e açúcar na alimentação das crianças e jovens do país.

Apesar de os jovens e pais aceitarem a medida, a maioria acredita que esta proibição não vai impedir que os alunos consumam este tipo de produtos.

Segundo as orientações do Programa Nacional para Promoção da Alimentação Saudável, da Direção-Geral de Saúde, deixam de estar à venda, nos bufetes escolares, produtos de pastelaria, nomeadamente bolos ou pastéis com massa folhada e/ou com creme e/ou cobertura; salgados; pão, croissant e pão-de-leite com recheio; charcutaria ou produtos que contenham chouriço, salsicha, chourição, mortadela, presunto, ou bacon; produtos que contenham ketchup, maionese ou mostarda; bolachas e biscoitos; refrigerantes de fruta, com e sem gás; “guloseimas”; snacks doces ou salgados; barritas de cereais e monodoses de cereais de pequeno-almoço; chocolates; bebidas com álcool; cremes de barrar à base de chocolate, cacau e outras adições de açúcares e gelados.

O despacho do Gabinete do Secretário de Estado Adjunto e da Educação, publicado em Diário da República, para além de conter informação sobre os produtos que podem ou não, ser disponibilizados, estabelece também normas em relação à elaboração das ementas escolares.

Esta medida permite a implementação de uma ementa e produtos mais saudáveis nas escolas, combatendo os maus hábitos alimentares dos mais jovens.