Falta de água: uma das maiores preocupações do movimento “Montemor-o-Vivo”

O movimento independente Montemor-o-Vivo apresenta-se a sufrágio, a 26 de setembro, nas eleições autárquicas, à Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, com um vasto programa eleitoral, que abarca cinco áreas distintas: o ambiente, a economia, a educação e a cultura, a participação local e a habitação.

Ao nível do ambiente, a regeneração, tendo em conta a falta de água, é a principal preocupação deste grupo de cidadãos independentes, segundo revela a cabeça de lista, Caetana Serôdio. “O Alentejo está a ficar sem água, é visível e assustador”, alega, assegurando é necessário “plantar” e promover a “reabilitação do Rio Almansor, garantindo o caudal”.

Quanto à economia, promover o comércio local, através da produção de produtos em Montemor, com a transformação dos mesmos, para lhe fazer aumentar o seu valor, é outro dos objetivos do movimento. “Se tivermos unidades de transformação que sejam cooperativas e coletivas, conseguimos baixar os preços para toda a gente, e ter escala”, acrescenta.

Caetana Serôdio adianta que o movimento pretende ainda um trabalho feito em rede, de apoio e de colaboração. “Se imaginarmos o município que apoia e trabalha em rede e sabe o que é que existe no concelho, e ajuda as pessoas a conhecerem-se umas às outras e a colaborarem, essa tomada de posição de apoio à colaboração, eu acho que é fundamental”, explica a candidata.

Ao nível da habitação, Montemor-o-Vivo quer levar diante um projeto de loteamento municipal, para construir casas a preços acessíveis, com recurso a materiais locais, para assim, também ajudar o desenvolvimento da indústria local. Outra das propostas passa por criar um gabinete de apoio à habitação, “para ajudar pessoas com necessidades de habitação e os proprietários”, tendo em conta que, segundo Caetana Serôdio, “fazem faltas casa para arrendar”, o que acaba por resultar na saída de população para fora do concelho.

A entrevista na íntegra, para ouvir aqui: