Luís Paixão: conjugação do calor com o vento dificulta combate às chamas

O país atravessa a fase mais crítica do ano no que diz respeito aos incêndios.

O maior problema, por esta altura, garante o comandante dos Bombeiros de Montemor-o-Novo, Luís Paixão, diz respeito à “conjugação do calor com o vento”, com os incêndios a conseguirem ser resolvidos através de um combate musculado. “Estamos a sentir, cada vez mais, ao longo destes últimos anos, dias de verão com muito vento e isso associado ao calor, é muito complicado para os bombeiros”, acrescenta.

Para resolver, prontamente, os incêndios, tem sido importante a “triangulação que existe, através do Centro de Comando Distrital, sediado em Évora, em que viaturas de outros corpos de bombeiros acedem logo, quer aqui, no concelho de Montemor, quer nós, nos outros concelhos”. “O combate musculado, com o apoio aéreo, faz toda a diferença”, adianta o comandante.

Os Bombeiros de Montemor-o-Novo, nesta fase, têm uma equipa de intervenção permanente, para que os fogos possam ser combatidos desde a primeira hora. “Temos uma equipa de cinco elementos, com um carro de combate, e temos dois elementos num carro de apoio, um autotanque, que sai logo, ao primeiro alerta, para que não falte a água”, explica Luís Paixão.

Qualquer pessoa pode ajudar a diminuir o risco de incêndio, com pequenas ações no dia-a-dia, em particular durante estes períodos mais quentes e secos.

Em casa, é importante manter fósforos e isqueiros fora do alcance das crianças e guardar a lenha, combustíveis e outros produtos inflamáveis em lugar seguro. Nas zonas arborizadas, parques, jardins e em zonas de piqueniques não se devem fazer fogueiras, fumar ou deitar lixo para o chão. Já na estrada, não se deve lançar as pontas de cigarro para fora da viatura.

Em caso de incêndios, deve-se contactar, de imediato, os bombeiros ou as forças de segurança, através do 112 ou 117.