A importância dos avós na vida financeira das famílias na rubrica da DECO

Com a pandemia, as fragilidades económicas de muitas famílias vieram ao de cima, com os pais e avós, em muitas situações, a voltarem a ser o suporte financeiro dos seus filhos ou netas.

Em muitas situações, como revela, na edição desta semana da rubrica da DECO, a jurista na delegação de Évora Vânia Traguedo, os mais velhos acabam por ajudar, mesmo com as suas reformas ou pensões, muitas vezes, de valor reduzido, o seu núcleo familiar a fazer face às despesas mensais, a suportar os encargos financeiros e a cobrir os imprevistos.

“Temos verificado que muitas vezes são os mais velhos, pais e avós, que voltam a ser o suporte financeiro das famílias. Filhos que regressam à casa dos pais, avós que ajudam no pagamento das prestações familiares, que tomam conta dos netos para evitar despesas com infantários e escolas, que ensinam a fazer refeições aconchegantes com menos gastos. Estes são meros exemplos de como os mais velhos apoiam as famílias que enfrentam crises graves”, revela a jurista.

Contudo, a jurista assegura ser “fundamental olhar atentamente para este fenómeno e realçar que quem ajuda financeiramente um filho ou um neto, embora com boas intenções, nunca deve esquecer de que os mais novos têm que aprender a gerir sua própria vida, que são responsáveis pelas suas decisões e que, mesmo sendo apoiados, devem fazer todo o esforço possível para voltar a assumir as rédeas da sua vida financeira. Desta forma estarão também a preparar-se para usufruir de uma velhice independente, mais ativa e com mais qualidade de vida”.

“Temos ainda muito a aprender com os mais velhos, pois esta não será certamente a primeira e a última crise que vivemos. Embora seja difícil, este é um caminho que é possível ser percorrido. Devemos priorizar onde gastar o dinheiro, ter a consciência que é necessário poupar e evitar gasto supérfluos”, remata.