Movimento europeu “chumba” presidência portuguesa ao nível da PAC

No final de cada Presidência do Conselho da União Europeia, o movimento ambientalista europeu, avalia os resultados dos dez testes verdes realizados à presidência, neste caso a portuguesa, que foram elaborados e divulgados previamente em dezembro de 2020.

De acordo com José Janela (na foto), da Quercus, “a presidência de Portugal da União Europeia por seis meses teve um bom desempenho na política de produtos químicos, obteve ganhos insuficientes na ação climática e terminou em grande deceção na política agrícola”.

“Nos últimos dias do mandato de Portugal, as instituições europeias e os Estados-Membros da UE chegaram a um acordo final sobre a Política Agrícola Comum de 270 mil milhões de euros (2021-2027). Apesar dos esforços para vender o novo acordo como uma vitória verde, a PAC continuará a financiar práticas agrícolas ambientalmente destrutivas”, garante o ambientalista.

Esta é a conclusão de uma avaliação semestral abrangente ao desempenho da presidência cessante face aos 10 testes verdes definidos no início do mandato de Portugal.

A avaliação da Presidência portuguesa do Conselho da União Europeia é o tema da edição desta semana do programa Ambiente em FM, com José Janela, da Quercus.