Tapada da Escola José Régio em destaque no “Ambiente em FM”

A Tapada da Escola José Régio, em Portalegre, que para muitos é um “laboratório ao ar livre”, é um terreno com mais de dois hectares, que inclui um ecossistema de montado de sobro, onde existe uma grande biodiversidade, tendo uma área importante de sobreiros.

Na edição desta semana do programa “Ambiente em FM”, José Janela, da Quercus, revela que este é um espaço onde se costumam realizar diferentes tipos de atividades escolares, desde do Pré-Escolar até ao Ensino Secundário.

“Tem uma crista quartzítica com rochas de mais 450 milhões de anos de uma zona que era um oceano nessa altura, que se formaram por compressão, através dos movimentos tectónicos. Nessa crista pode ver-se a diferença entre o lado norte e o lado sul desta crista, olhando para os musgos: existem mais e são mais verdes do lado norte, pois não tem tanto sol, não seca tanto e há mais humidade, o que favorece o aparecimento de musgos. Do lado sul há mais líquenes, que suportam mais a seca”, revela o ambientalista.

José Janela revela ainda que a tapada “tem uma flora diversificada, com espécies de árvores como sobreiros e azinheiras e arbustos como o medronheiro, e uma grande variedade de plantas mais pequenas, como rosmaninho ou o alecrim. O estudo da flora pode ser feito com facilidade, pois temos uma grande diversidade de plantas, e as plantas não fogem com o barulho das pessoas”.

“Há também animais na tapada, mas eles são difíceis de observar. No entanto, podemos observar marcas da presença de animais: conseguimos ver as fezes, e observando as fezes, podemos saber do que se alimentam os animais”, refere ainda.