“Ambiente em FM”: saúde pública e do planeta em período de confinamento

JoseJanelaQuercusPerante um novo confinamento, a Quercus vem relembrar os contributos para promover a saúde pública e a saúde do Planeta.

“Há uma só saúde e quanto maior a perturbação da natureza, maior a degradação da saúde pública e menor será a capacidade de resposta dos sistemas de saúde. É tempo de implementar medidas estruturais para evitar mais destruição e tornar a nossa sociedade mais resiliente”, começa por dizer José Janela, na edição desta semana do programa “Ambiente em FM”.

“Uma doença é um sinal de que a situação não está como devia. Ora, é sabido que a desflorestação, e consequente perda de biodiversidade, está na origem do aparecimento de novas doenças, e a Coivd-19 não é exceção, e que doenças crónicas não transmissíveis continuam a aumentar, como o cancro (doença multifatorial em que a contaminação ambiental, nomeadamente pelos pesticidas, tem um forte contributo).

Por outro lado, explica José Janela, “não existe economia sem os serviços ecológicos. Estes seriam motivos mais do que suficientes para se darem passos mais significativos num modelo económico e de gestão de território que preserve os valores naturais, mas paradoxalmente persistem práticas destruidoras da natureza, como o avanço da agricultura intensiva e a desmatação indiscriminada, alegadamente para mitigação dos fogos incontroláveis. Uma abordagem de permanente “controlo” da natureza, além de um desperdício, está condenada ao fracasso”.