Preço Médio das Casas Aumenta no Segundo Trimestre

imobiliariaA pandemia levou muitos de nós a repensar a forma como vivemos, como trabalhamos e como, no geral, agimos no nosso quotidiano. Trouxe um impacto a diversas áreas do nosso quotidiano que são ainda, para todos os efeitos, difíceis de quantificar.

Sem surpresa, afetou ainda áreas que beneficiavam de um período áureo com crescimento galopante, como são efetivamente o caso do turismo e do imobiliário. No segundo caso, causou ainda no decorrer do segundo trimestre, mais especificamente em Abril de 2020, preocupações relativas à possibilidade de uma crise no sector.

Felizmente, os números mais recentes revelados pelo portal de referência Imovirtual indicam que, apesar de todas as dificuldades que são sentidas em diversos sectores atualmente, é no imobiliário que a resiliência.

Lugar a Otimismo

Números positivos numa fase tão imprevisível da história dão seguramente lugar a otimismo. Vila Real assiste ao crescimento mais expressivo com o preço de venda a crescer 3% entre o primeiro e segundo trimestre de 2020.

Lisboa, líder indisputado no que se refere ao preço de venda, cresceu 1% no mesmo período e apresenta agora um preço médio de €568.772. Faro segue na posição seguinte, com um crescimento de 3% e um preço médio de €461.719.

Madeira e Porto ocupam a terceira e quarta posição deste ranking, com um crescimento de 0,02% e 2% respetivamente. Estes representam €332.693 e €317.666.

Ainda especial lugar para otimismo no mercado de arrendamento, com alguns distritos a revelarem dados verdadeiramente impressionantes que revelam uma mudança de paradigma e foco em algumas das áreas menos expetáveis de Portugal.

Com efeito, Faro e Bragança, com 6% e 7% de crescimento respetivamente colocam o valor do arrendamento com novo fôlego, o primeiro revelando preços médios de €889 e o segundo de €433. É importante mencionar que Faro se destaca entre os cinco distritos onde é mais dispendioso arrendar casa e Bragança se situa no extremo oposto.

Ainda assim, estes números permitem algum ânimo em mercados que sofreram alguma turbulência nos últimos meses e os quais permitem que se mantenha um otimismo moderado em meses vindouros.

O Futuro do Imobiliário em Portugal

Assumindo que a situação de pandemia se manterá entre nós durante algum tempo, tivemos já algumas provas de que o mercado imobiliário nacional é sólido, dotado de uma resiliência à adversidade notável.

Ainda que seja de todo impossível prever os efeitos da crise económica que deverá afetar inúmeras áreas de negócio nos próximos meses e anos, é expetável que, mantendo a situação sob algum controlo, se possa manter um nível de otimismo que continue a dar fôlego ao imobiliário nacional.

Ainda que os últimos anos tenham visto este sector ser tremendamente impulsionado por uma procura turística a níveis nunca antes vistos e que todas as previsões em relação ao turismo prevejam uma quebra na procura durante os próximos 3 a 4 anos, a realidade é também ela que o imobiliário tende a ser um investimento de médio/longo prazo. Com tal em mente, será expetável que continue a ser uma boa aposta que terá mais argumentos a seu favor do que contra.

Quanto a dados efetivos nesse sentido, o futuro seguramente o dirá.