“Identificação eletrónica facilitava-nos a vida”, diz presidente da APORMOR

Eng. Joaquim Capoulas - APORMORPortugal adotou a identificação eletrónica em bovinos como facultativa, cabendo genericamente aos produtores a opção de terem ou não os seus animais identificados eletronicamente e de, entre os identificadores eletrónicos previstos no regulamento, optar pelo bolo reticular ou pelo brinco eletrónico.

De acordo com Joaquim Capoulas, presidente da Associação de Produtores Bovinos, Ovinos Caprinos da região de Montemor-O-Novo (APORMOR), “era para se tornar obrigatória, em julho de 2019, a identificação eletrónica em bovinos, à semelhança do que acontece com os ovinos. Não sabemos porquê mas, em junho do ano passado, o Governo resolveu anular essa diretriz. No que diz respeito às raças puras, a identificação eletrónica já era adotada pelos livros genealógicos das diversa raças”.

Joaquim Capoulas considera há alguma “incongruência devido à diferença que existe entre ovinos e bovinos. Se nos ovinos é obrigatório porque é que nos bovinos deixou de ser? Para nós, APORMOR, seria facilitava-nos muito a vida se houvesse esta identificação eletrónica, ligada à rede da DGAV, para sabermos a história do animal”.

Excetua-se desta regra a identificação eletrónica dos bovinos de raça pura inscritos no livro de adultos que deve ser feita obrigatoriamente com recurso ao bolo reticular com o mesmo código de identificação da marca auricular convencional.