Transformação do Bagaço Azeitona gera descontentamento junto das populações

fabrica azeiteA transformação de bagaço de azeitona realizada em alguns lagares, como em Monforte ou em Fortes, no concelho de Ferreira do Alentejo, tem gerado alguma polémica com algumas forças politicas a considerarem que este processo continua a causar problemas ambientais e de saúde pública.

Apesar da Associação de Agricultores do Sul se dedicar apenas à área da produção, o seu diretor executivo, Gonçalo Almeida Simões, explicou-nos que “o bagaço de azeitona não é um resíduo mas sim um sub produto. Primeiro produz-se a azeitona, que é transformada em azeite nos lagares e dos lagares sai esse sub produto que vai para a indústria do bagaço. Esta indústria é necessária do ponto de vista da fileira porque cria sub produtos que são muito valorizados economicamente como os óleos alimentares, lubrificantes industriais, combustível para fornos industriais, entre outros”.

Gonçalo Almeida Simões garante que “o setor da produção é sensível à saúde das populações” mas recorda que “se estas empresas estão a trabalhar é porque são autorizada e certificadas”.

As queixas relacionadas com a transformação de bagaço de azeitona em diferentes localidades do Alentejo estão relacionadas com o fumo e mau cheiro a vários quilómetros de distância.