Associação Um Coletivo recebe financiamento da DGArtes

13978_logotipo-um-coletivoA associação Um Coletivo recebeu, recentemente, a notícia que obteve financiamento da DGArtes, o que abriu portas à coletividade elvense.

João Nunes, da associação, afirmou à RNA que “este financiamento permitiu estabelecer contacto com outras instituições, o levou a Associação a ser convidada a concorrer a um Fundo de cooperação bilateral entre Portugal, Noruega, Lichtenstein e Islândia.”

Este é um projeto de “desenvolvimento de público, através de atividades artísticas em locais com baixa densidade populacional, com enfoque em comunidades minoritárias, como é o caso da comunidade cigana”. O projeto tem início em 2021 e João Nunes disse que “a forma como a comunidade cigana é tratada em Elvas levou à necessidade  de desenvolver um projeto que a valorize a história e a cultura desta comunidade.”

João Nunes assegurou que um ponto de partida é fazer um projeto de cooperação entre artistas da comunidade cigana e da comunidade SÁMI, da Noruega, uma comunidade minoritária e seminómada, que tem uma cultura musical muito própria.

Asmund Pritz representa a associação norueguesa NUPA, composta por compositores de rock, pop e folk na Noruega e que conta com mil membros. Certo de que “este projeto é interessante” e está convicto de que “será bem aceite, uma vez que trabalha a cultura, etnografia e música, que têm importância para estas pessoas.”

A Associação Cultural Um Coletivo está em Elvas desde 2015, com o objetivo de fomentar as áreas criação artística teatral e artes performativas contemporâneas. Com especial interesse na cultura elvense, cultura alentejana, a cultura portuguesa e a língua portuguesa, uma vez que mantém relações com os PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa).