Casos de cancro no Alentejo aumentam mais de 5% por ano

oncologia-300x200Só no ano passado, em todo o mundo, registaram-se 18 milhões de novos casos de cancro, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em Portugal, é a segunda causa de morte e a sua incidência aumenta, em média, cerca de três por centro por ano.

Rui Dinis, médico diretor do Serviço de Oncologia do Hospital do Espírito Santo, em Évora, revela que, só neste serviço, que abrange toda a região Alentejo, regista-se uma média de novos casos entre cinco a dez por cento, anualmente. Com isso, também o número de consultas tem conhecido um aumento.

A verdade é que, apesar do crescimento do número de novos casos, todos os anos, a esperança média de vida dos doentes oncológicos também tem conhecido um aumento. “A esperança média de vida está a aumentar para quase todas as patologias oncológicas. Por exemplo, o cancro do intestino metastizado tinha uma esperança de vida, há 15 anos, de cerca de seis meses. Neste momento, temos médias superiores a dois, três anos”, revela Rui Dinis.

Os cancros mais comuns são o do pulmão e da mama, seguidos pelo do cólon e o da próstata.

Contudo, a doença pode atingir qualquer órgão, sendo que o cancro de fígado, pâncreas e ovário, por exemplo, são quase sempre mortais. Nestes casos, a expectativa de vida não costuma ultrapassar os cinco anos, sendo que alguns não permitem o paciente viver muito mais do que seis meses.