Universidade de Évora vence concurso de ideias com projeto “Nautilus”

image001Os quatro vencedores da segunda edição do concurso de ideias Born from Knowledge, já estão encontrados. Trata-se de uma iniciativa da Agência Nacional de Inovação (ANI), que distingue as melhores ideias de negócio provenientes de Instituições de Ensino Superior portuguesas.

A Universidade de Évora venceu o prémio na categoria “Materiais e Tecnologias Avançadas de Produção”, através do projeto  Nautilus, que se assume como um abrigo portátil para migrantes, pelas alunas Inês Secca Ruivo e Cátia Bailão Silva.

As Guerras e outros conflitos, fome e más condições de vida e, cada vez mais, as alterações climáticas geram todos os anos milhões de deslocados. Segundo o Alto Comissariado para os Refugiados, o número de refugiados bateu, no ano passado, o maior recorde dos últimos 20 anos. São mais de 70 milhões de pessoas, e falamos apenas dos que estão registados. Começa a haver falta de abrigos e teme-se que os 20 litros de água limpa e segura que, pelas normas internacionais, devem ser assegurados aos refugiados, deixem de estar garantidos.

Face a este cenário, Inês Secca Ruivo e Cátia Bailão Silva conceberam uma tenda biónica, que promete ajudar as pessoas em risco humanitário, mas que também poderá ser comercializada para o público em geral. A tenda Nautilus, além de ser um abrigo facilmente transportável, incorpora um tecido com propriedades hidrofílidas e hidrofóbicas, que permite a recolha, recuperação e conversão da humidade ambiental em água limpa e segura para ingestão, bem como seu armazenamento e transporte. Com um design atrativo, a tenda, para uma ou duas pessoas, é facilmente montada e desmontada, e, graças às suas alças ergonómicas, é perfeitamente transportável de forma confortável nas deslocações.

As mentoras do projeto, que teve início em 2015, com a tese de mestrado de Cátia Bailão Silva perspetivam produzir e distribuir as tendas Nautilus em 2022.

Na categoria “Recursos Naturais, Ambiente e Alterações Climáticas”, venceu o projeto da Universidade Católica Portuguesa, AgroGrin TECH, que pretende acabar com o desperdício da indústria alimentar pode gerar milhões de retorno.

Na categoria “Saúde e Bem-Estar”, venceu a Universidade de Coimbra com o projeto ProtexAging( PXA4) um composto natural que pode chegar a medicamento para a Osteoartrose e outras doenças da idade.

Na categoria “Turismo, Indústrias Culturais e Criativas”, a vencedora é a Escola Superior de Turismo do Estoril, com o projeto BackBone, que pretende fomentar o desenvolvimento de soft skills entre os jovens.

Estes foram os quatro escolhidos de um total de 30 projetos a concurso, representando instituições de ensino superior (públicas e privadas) com que a ANI desenvolve parceria. Os quatro, bem como aqueles que venceram a edição do ano passado, têm entrada direta para o programa de Aceleração em ciência e tecnologia “BfK Rise”, também da responsabilidade da ANI. Além destes, outros projetos poderão candidatar-se até 15 de novembro. Estão previstas três edições –  Norte, Centro e Alentejo – em que os participantes terão ao longo de três meses o acompanhamento próximo de uma rede de mentores, constituída por outros empreendedores, entidades parceiras da ANI, empresas, entre outros. O objetivo é capacitá-los de forma a poderem acelerar o processo de transferência de conhecimento em produtos ou serviços para o mercado.