Festival Internacional de Artes Performativas

Festuival 2019Nos dias 13, 14, 15 e 16 de junho Évora é o palco da música, da dança, das artes performativas com a sexta edição do Lá Fora – Festival Internacional de Música e Artes Performativas.

O festival Lá Fora chega à sua sexta edição trazendo a Évora um conjunto de propostas onde música, performance e animação se cruzam com os espaços emblemáticos da Fundação Eugénio de Almeida e da cidade de Évora.

São quatro dias de programação intensa e diversificada que convidam os diversos públicos que percorrem e vivem a cidade a circular, partilhar e participar. Na programação, os concertos assumem um papel de destaque, convidando a cidade para o encontro com projetos de enorme pujança na cena musical portuguesa, desde o eborense Daniel Catarino com a sua mais recente aventura cantautoral, à excelência inventiva de Bruno Pernadas ou à energia festiva dos Kumpania Algazarra. Mas também a poética da experimentação de Ulrich Mitzla, as paisagens sonoras dos Bluish, a voz de Inês Pimenta e a sua vocação de Ícaro, e o diálogo com as tradições da música portuguesa dos Lavoisier. Um panorama amplo e diversificado da atual música portuguesa.

Mas nem só de concertos se faz o festival. Mr. Culbuto, com a sua bonomia redonda e gaulesa, assume o papel de uma ‘figura de convite’, habitando de sexta a domingo o Pátio de Honra do Centro de Arte e Cultura, de onde interpela visitantes, convida, desafia, diverte. No mesmo Pátio de Honra, a norte-americana Kate March apresenta as suas Epifanias Secretas. Entre a dança e a pintura, convida os espetadores a encontrar o seu ponto de vista e a estabelecer diálogos com as exposições patentes no Centro, e com as inquietações que o seu trabalho expressa.

O Centro de Arte e Cultura acolhe ainda dois projetos especiais. Um é a exposição Corpografias Imaginárias, com trabalhos realizados em colaboração com escolas e a artista plástica Susana Marques, no âmbito do Serviço Educativo da Fundação. O outro é dedicado à figura e ao trabalho de Joana Leal, cuja obra Passagem inscreve no Festival as casas, os corpos, as vidas que passaram na vida da Joana. Um ritual feliz de uma velha artesã inconformada, como diz a Cátia Terrinca. Fruto de um labor prolongado no tempo (na vida de todos os dias), esta Passagem cresce apresentando-se no Festival, ao qual traz os temas do encontro, da partilha e da pertença à boca da cena.