Reguengos de Monsaraz integra programação do Festival Terras sem Sombra

OLYMPUS DIGITAL CAMERAReguengos de Monsaraz integra pela primeira vez a programação do Festival Terras sem Sombra. Este festival realiza-se no Alentejo desde 2013 e junta a música, o património e a biodiversidade.

Hoje, às 15h, haverá uma visita ao Museu do Fresco, em Monsaraz, guiada pela historiadora e  Diretora Regional de Cultura do Alentejo, Ana Paula Amendoeira, e pelo químico António Candeias.

“A Ordem Natural das Coisas: Música Espanhola e Portuguesa dos Finais do Século XIX” é o nome do concerto com o Trio Arbós que vai decorrer hoje, pelas 21h30, na Igreja de Nossa Senhora da Lagoa, em Monsaraz. Este trio formado por Cecília Bercovich (violino), José Miguel Gómez (violoncelo) e Juan Carlos Garvayo (piano) surgiu em 1996, tem o nome do violinista, maestro e compositor espanhol Enrique Fernández Arbós (1863-1939) e é considerado um dos mais reputados ensembles de câmara europeus.

O Trio Arbós está sediado em Madrid e o seu repertório estende-se dos autores clássicos e românticos até à contemporaneidade. Em Monsaraz vão interpretar obras de Felipe Pedrell (1841-1922), Joaquim Malats (1872-1912), Alexandre Rev Colaço (1854-1928) e Enrique Granados (1867-1916).

Amanhã, a partir das 9h30, na Praça da Liberdade, realiza-se a iniciativa “Interpretar a Paisagem: Reguengos de Monsaraz e o seu Hinterland”, que terá como guias os geógrafos José Muñoz-Rojas e Teresa Pinto Correia. Desta forma pretende-se explicar as transformações que Reguengos de Monsaraz tem tido nas áreas da vinha, do olival e com a albufeira do Alqueva, pensando no futuro e na qualidade de vida de quem vive nessa paisagem e quem com ela se relaciona. Assim, interessa entender as dinâmicas e avaliar o que se perde e o que se ganha e que desafios se colocam a uma gestão integrada.