Município de Monforte projeta museu para valorizar azulejos

O município de Monforte está a projetar um museu para valorizar azulejos.

O espólio é propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Monforte e encontrava-se acondicionado em 59 caixotes de madeira e estava à guarda da instituição desde que foi retirado do edifício original – a igreja do antigo convento do Bom Jesus, em Monforte.

Foi demolida na década de 40 do século XX, mas salvou-se um conjunto de painéis de azulejos da oficina lisboeta de Valentim de Almeida, que datam de 1745 e constituem o mais extenso e notável acervo iconográfico sobre a vida e milagres da Rainha Santa Isabel existente no mundo.

Estima-se a totalidade do conjunto em cerca de 16 mil azulejos, encontrando-se por concluir o inventário geral do espólio.

No decurso dos trabalhos de investigação e no âmbito do processo de candidatura ao “Programa Valorizar – Linha de Apoio à Valorização do Interior” do Projeto Monforte Sacro, que se enquadra no âmbito da Estratégia de Desenvolvimento Urbano (EDU) integrada em Área de Reabilitação Urbana (ARU), foi feita uma apresentação em 3D do projeto do museu na última reunião realizada com técnicos dos organismos parceiros.

O objetivo é a reabilitação do edificado atribuindo novas funções ou recuperando as anteriores permitindo a valorização patrimonial através de um equipamento para a atração de novos públicos, diversificando a oferta no âmbito do Turismo Cultural.

O projeto integra duas componentes: a Reabilitação do Edificado da Antiga Igreja do Espírito Santo e o Programa do Centro Monforte Sacro, um Centro Temático sobre a Rainha Santa Isabel, a partir da remontagem do revestimento azulejar da antiga igreja do Convento do Bom Jesus de Monforte.