Évora: Revitalização do Centro Histórico na base do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano

evorachistoricoEm sessão pública foram apresentados os projetos que constituem as bases do Programa de Revitalização do Centro Histórico de Évora, o qual tem no PEDU – Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano – a sua principal fonte de financiamento.

No ano em que se comemora o 30º aniversário da classificação de Património Mundial pela UNESCO, a Autarquia propõe um plano de revitalização para o Centro Histórico que abrange diversas áreas estratégicas.

O Programa de Revitalização do Centro Histórico prevê um investimento que poderá ultrapassar os 15 milhões de euros até ao ano de 2020. Segundo referiu o Presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Pinto Sá, “a conceção deste plano, desde a respetiva definição estratégica até às opções de intervenção mais diretamente localizadas, resultou da estreita colaboração com as diversas instituições públicas e privadas. O trabalho em rede e a cooperação institucional é determinante no sucesso da preservação do Centro Histórico e da sua gestão perspetivada para o futuro”.

Das intervenções que constam do plano e serão candidatadas a financiamento, destaca-se o edifício dos Paços do Concelho, incluindo as Termas Romanas, o Teatro Garcia de Resende, com maior incidência nas questões de segurança e conforto, o edifício das Ex-Rodoviária, que se prevê dotar de condições para receber os serviços atualmente sediados no Parque Industrial, e condições para centralizar o atendimento público da Câmara, o antigo Salão Central Eborense, onde se pretende que venha a ser criado um espaço multiusos com condições para a realização de atividades culturais.

Para além destas prevê-se a concretização da Rede Museológica Polinucleada, um plano que pretende de forma integrada organizar os diversos espaços museológicos do concelho, proporcionando melhor qualidade de informação em condições ideais para os visitantes, na área da mobilidade, está prevista a requalificação do parque de estacionamento nas traseiras do Teatro Garcia de Resende e a ligação pedonal e ciclável da cidade aos bairros da zona norte.

Estão ainda planeadas intervenções em parceria com diversas instituições como a União de Freguesias do Centro Histórico, Fundação Eugénio de Almeida, Ministério da Defesa Nacional, Universidade de Évora e Santa Casa da Misericórdia. Com base num acordo com a Universidade, será possível continuar a requalificação da Escola de S. Mamede.

Na área do turismo, foram convidadas as Câmaras do distrito para integrar um projeto de âmbito regional que, no caso de Évora, prevê a criação de um centro de acolhimento para turistas que envolve o Palácio de D. Manuel, o Mercado 1º de Maio, e o Museu de Artesanato.

Na área da cultura a Câmara Municipal candidatou um projeto que designou por “Confluências”, que compreende uma série de iniciativas com origem em várias instituições da cidade. Está ainda prevista a organização de uma Conferência Internacional, no âmbito da qual se pretende que venha a ser atribuída a menção de “Região Criativa” ao Alentejo Central.

Para além destes, serão ainda candidatadas outras intervenções de menos impacto, que no conjunto deverão representar um investimento de cerca de 1 milhão de euros.