Investigador da Universidade de Évora é dos mais citados do mundo

miguel_bastos_araujoA “Thomson Reuters” publicou a sua lista anual dos investigadores mais citados no mundo para o ano de 2015, usando informação sobre publicações científicas publicadas entre 2003 e 2013. A presença destes investigadores altamente citados contribui de forma significativa para os “rankings” internacionais das universidades. No ranking da “Thomson Reuters” que, entre outros serviços prestados, é conhecida por providenciar a famosa “Web of Knowledge” e avaliar anualmente o impacto das revistas científicas, a Universidade de Évora é a única instituição portuguesa destacada na categoria Ambiente e Ecologia através do investigador Miguel Bastos Araújo (na foto), coordenador do polo de Évora do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO-InBio) e titular da Cátedra ”Rui Nabeiro” em biodiversidade.

De acordo com a “Thomson Reuters”, a lista “Highly Cited Researchers 2015” inclui alguns dos cientístas mais influentes do mundo. A distinção é dada aos investigadores com maior sucesso nos indicadores oficiais “Essential Science Indicators”, que mede, entre outros fatores, o número de artigos científicos altamente citados e que é frequentemente sintetizado através do índice H.

O índice H mede produtividade e o impacto de cientistas baseando-se nos seus artigos mais citados. Por palavras, o índice H reflete o número de artigos com citações maiores ou iguais a esse número. No ranking de 2015, Miguel Bastos Araújo detém, entre os investigadores de instituições portuguesas, o maior índice H (62). “É o índice que mais se utiliza atualmente para fazer o ranking entre investigadores pois caracteriza o padrão global de citações e não se deixa influenciar tanto por um ou dois artigos muito citados”, explica Miguel Araújo. “Nos  EUA  há  colegas que dizem que o índice H reflete a idade científica de um investigador e que um investigador deve  procurar  ter  um  índice  H  que  seja  igual  ou  superior  à sua  idade.  Devo  estar  quase  a entrar na reforma”, ironiza o investigador de 46 anos.

Junto ao investigador da Universidade de Évora, há mais cinco investigadores de quatro instituições portuguesas, que se destacaram nas áreas da Física, Matemática, Engenharia e Ciências Agrícolas. De entre estes destaca-se o físico Nuno Peres (índice H de 30), ex-aluno e docente da Universidade de Évora e que se encontra atualmente a desenvolver atividade científica e docente na Universidade do Minho.

Em 2014, Miguel Bastos Araújo já tinha sido destacado pela “Thomsons Reuters”, aparecendo listado entre os 200 investigadores mais citados mundialmente entre 2002 e 2012. Neste ranking estavam apenas três portugueses.

A Universidade de Évora, que é assim a única instituição portuguesa a figurar na categoria Ambiente e Ecologia, já tinha sido destacada em 2015 pelo seu desempenho nesta área de investigação pelo ranking mundial de performance científica das universidades, elaborado anualmente pela Universidade de Taiwan. Neste ranking, a Universidade de Évora aparece em quarto lugar ao nível nacional e em 185º lugar ao nível internacional, numa lista que conta com 500 universidades de todo o mundo.

“Naturalmente, os rankings valem o que valem, mas o facto da Universidade de Évora estar em posição de destaque só é possível graças à soma do trabalho individual e coletivo de muitos docentes e investigadores desta casa”, diz Miguel Araújo. “O desafio que temos pela frente é fazer com o resultado do nosso trabalho seja maior que a soma das partes. Isso implicaria empreender um salto qualitativo na forma como nos organizamos internamente e apresentamos a nossa investigação ao exterior”, completa.