Já pode dormir num palácio que também é uma fábrica de chocolate

Em Montemor-o-Novo, a uma hora de Lisboa, há um palácio dos finais do século XIX com vista para o castelo. É o Palacete da Real Companhia do Cacau, um turismo de habitação (na prática assumem-se como um hotel de cinco estrelas) que desde 29 de julho recebe hóspedes nos seus sete quartos. Moisés Gama e Sandra Rodrigues de Gouveia são os donos deste espaço e assumem que foi a sua paixão por chocolate que os levou a abrir, também aqui, uma fábrica de chocolate.

A ideia surgiu numa viagem à Nova Zelândia em 2008. O casal estava a visitar a parte norte da ilha sul, onde um dos ex-líbris são as vinhas. “Cinco minutos depois já estava tudo visto”, conta o empresário de 53 anos à NiT. “Pegámos no [guia] ‘Lonely Planet’ e descobrimos que havia uma fábrica de chocolate ali perto.” Tinha apenas 200 metros quadrado, mas exportava em grandes quantidades para todo o mundo.

O bichinho do “e porque não fazer o mesmo cᔠficou com eles. E nunca mais os largou. Em 2010 compraram um palacete no centro histórico de Montemor-o-Novo, sobranceiro ao castelo, e iniciaram as obras para abrir uma fábrica de chocolate com direito a alojamento. Demoraram sete meses só a restaurar as pinturas murais que imitam madeira dos salões onde hoje é servido o pequeno-almoço e os jantares.

Se não conseguir experimentar os bombons, não se preocupe: o espaço compromete-se a enviar a todos os hóspedes que não experimentaram o chocolate uma caixa

Para além dos quartos — dois no palacete e cinco nos anexos —, o Palacete da Real Companhia do Cacau tem ainda um spa com área de fitness, banho turco e serviço de massagens. Uma das salas foi decorada pela bem conhecida designer de interiores Nini Andrade Silva, que é amiga de infância de Sandra Rodrigues de Gouveia. Há ainda uma sala de lazer com snooker e lareira, cinco salões, uma biblioteca, duas áreas de jardim e uma piscina exterior com vista para o castelo.

Mas falemos agora do que interessa: o chocolate. A fábrica, que tem capacidade para produzir 150 quilos por hora, vai começar a funcionar em breve (ainda não há uma data definida) e vai apostar sobretudo na exportação da marca de chocolates premium que o casal criou, a Real Companhia do Cacau. Os hóspedes já podem experimentar alguns produtos feitos com esse cacau, como as chávenas de chocolate quente e a maravilhosa mousse de chocolate feita pela dona do espaço — que é uma receita da sua bisavó. Se não conseguir experimentar os bombons, não se preocupe: o espaço compromete-se a enviar uma caixa a todos os hóspedes que não experimentaram o chocolate.