Antral continua protestos contra a Uber

Luis_MeninoA Antral – Associação Nacional dos Transportadores Rodoviarios em Automóveis Ligeiros continua os protestos contra a Uber.

Os taxistas exigem a regulamentação da atividade da Uber que foi alvo de uma providência cautelar interposta pela ANTRAL e que levou o Tribunal Cível de Lisboa a proibir a empresa de operar em Portugal.

A Uber recorreu para a Relação de Lisboa e enquanto aguarda pela decisão tem mantido a rede de transportes a funcionar.

Luís Menino, Delegado Distrital da ANTRAL, explica como funciona a Uber, e porque é que os taxistas estão contra esta plataforma.

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“A Uber em si é uma plataforma que põe em contacto o prestador com o utilizador do transporte, nada mais do que isso e isso não é proibido. O que a uber está a fazer ilegal em portugal tem a ver com os veiculos que prestam os serviços. A viatura é que não é legal. É um veiculo ligeiro de passageiros normal”, explicou Luís Menino.

“A questão é que os veículos não estão identificados, não estão certificados, não têm alvará, não têm licença, e os motoristas não têm grupo 2”, prossegue o Delegado Distrital, que refere ainda que “a Uber não está a pagar impostos em portugal, e há ainda a questão da emissão de facturas”.

“Uber como plataforma tudo bem, Uber como estão a trabalhar não. Se quiserem trabalhar como se está a fazer na Alemanha, e quiserem trabalhar com os táxis, a Uber está legal”, sugere Luís Menino.

A Uber é uma plataforma online que permite o transporte privado urbano, e com um serviço semelhante ao táxi tradicional, que está proibida de operar pelo Tribunal Cível de Lisboa desde abril de 2015 e o processo está agora em sede de recurso.

Os taxistas prometem novas acções de protesto contra a Uber, e propõem o aumento da fiscalização junto das autarquias e a aplicação de medidas legais de punição aos infratores, como a cessação imediata de atividade e a apreensão das viaturas.