DECO pede indemnização a ex-administradores do BES

besA DECO – Associação para a Defesa do Consumidor – colocou ações em tribunal relativas ao caso do Banco Espírito Santo (BES), contra os ex-membros do Conselho de Administração do BES, ex-membros da Comissão de Auditoria do BES, o BES Investimento, empresa de auditoria KPMG e Associados, contra o Estado, o Banco de Portugal e Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

“A DECO entende que estas entidades devem ser responsabilizadas pela prestação de informação incompleta e errada aos portugueses, tanto através de declarações públicas acerca da saúde financeira do BES, como através da publicação do prospeto do aumento de capital realizado em maio. Tal motivou vários consumidores a investir na operação e terá incentivado a venda de ações e de outros produtos bancários por parte de investidores, até ali inquietos com a situação do banco”, garante Mara Constantino, da delegação de Évora da DECO.

Segundo o que defende a DECO, a supervisão da atividade financeira “não funciona, a prova disso é o facto do Banco de Portugal e da CMVM não terem conseguido impedir que milhares de consumidores ficassem lesados. Atualmente a mesma entidade é responsável, por um lado, por controlar a solidez das contas dos bancos, e por outro, assegurar a proteção dos interesses dos clientes”.

Desde agosto, a DECO já recebeu quase três mil reclamações relativas a este assunto.