Desemprego “não é alarmante” no Alentejo

PalmaRitaNo primeiro trimestre deste ano o desemprego superou os 15 por cento no Alentejo.

José Palma Rita (na foto), delegado regional do Alentejo do Instituto Emprego e Formação Profissional (IEFP) comentou para a RNA este valor: “nós temos cerca de 15,2 por cento. Subimos ligeiramente no último trimestre, mas estamos muito próximo da média nacional e abaixo da região do Algarve (…) esperamos que com um novo quadro comunitário de apoio possamos ter aqui um maior número de pessoas qualificadas e investimentos, que vão ser muitos, nomeadamente na área industrial e de hotelaria”.

Para este responsável, os valores na região não são alarmantes. “Os índices de desemprego na região Alentejo não têm estado a correr mal, isto é, tivemos um acréscimo substancial nos anos de 2011, 2012 e 2013. Conseguimos inverter o comportamento da linha do desemprego, no último trimestre de 2013, e conseguimos manter essa mesma tendência este ano. No mês de março tivemos uma queda de 10 por cento no desemprego”.

Aposta na Formação de Desempregados

Palma Rita defende a aposta na formação dos desempregados. “Temos um conjunto de investimentos em curso e para as quais é necessário qualificar as pessoas de forma adequada às exigências dos empregadores. O Alentejo tem como principais áreas a agricultura, restauração e hotelaria”.

Turismo é área de futuro

Para o delegado regional do Alentejo do IEFP, o turismo é uma das áreas de futuro com falta de mão-de-obra. “Continua a ser difícil recrutar nessas áreas, apesar de ser uma área de futuro”, confirma.

De acordo com os últimos dados divulgados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) o concelho de Elvas continua a liderar a tabela do desemprego no Norte Alentejano, totalizando 2054 pessoas sem emprego, seguido por Portalegre com 1360 desempregados e Ponte de Sor com 1141. Elvas foi o concelho que registou o maior aumento do desemprego, com mais 182 pessoas sem emprego, enquanto em Portalegre verificaram-se mais cinco casos.