VMER de Évora “inoperacional” em acidente mortal

VMER“Doença de médico” foi a justificação da Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo para a ausência da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) de Évora num acidente no domingo à noite perto de Reguengos de Monsaraz, que provocou dois mortos, com a ausência de pessoal médico.

O presidente da ARS do Alentejo explicou que o clínico «teve uma situação de doença aguda», o que impediu que a VMER se deslocasse no domingo ao local do acidente.

José Robalo explicou à TSF que o clínico «que iria entrar de serviço teve uma situação de doença aguda», e que «não foi possível arranjar substituto para esse médico». De acordo com o presidente da ARS alentejo, não foram acionados outros meios porque chegariam mais tarde ao local.

Em comunicado, os serviços regionais do Ministério da Saúde asseguram que o «socorro foi efetivamente prestado» e que, apesar da ausência da VMER, «foram enviadas para o local ambulâncias dos bombeiros».

Após a receção do pedido de socorro às 21:25 de domingo, «foi efetuada a triagem da situação por parte da operadora, com os dados disponíveis, tendo resultado o acionamento das ambulâncias» dos bombeiros de Reguengos de Monsaraz.

Confrontado com o facto de as duas pessoas que acabaram por falecer neste acidente não terem sido transportadas para o hospital numa VMER, Paulo Macedo, ministro da saúde, frisou que em Portugal há «meios redundantes muitíssimo significativos».

O ministro da Saúde está convencido de que não faltou assistência às duas pessoas envolvidas num acidente de viação perto de Reguengos de Monsaraz no domingo e que acabaram por morrer no hospital.