Transplantes: Portugal na vanguarda europeia mas ainda assim com défice de colheitas

sociedade_portuguesa_transplantesApesar de a taxa de dadores cadáver e de transplantação em Portugal ser ainda superior à média europeia, a falta de dadores e a diminuição das colheitas de órgãos impedem que o desempenho português na transplantação seja ainda melhor.

São vários os factores que condicionam  um melhor aproveitamento dos órgãos colhidos, entre eles o aumento da idade média dos dadores, como disse à RNA Cristina Jorge, da direcção da Sociedade Portuguesa de Transplantação.

Todos os portugueses são potenciais dadores em cadáver, mas enquanto dadores vivos, Cristina Jorge, da direcção da Sociedade Portuguesa de Transplantação diz haver ainda muita falta de informação, que poderá ser consultada no site da Sociedade em www.spt.pt

Os transplantes que podem ser feitos com dadores vivos são os de medula e renal.

Neste momento o transplante de órgão sólido mais realizado no nosso país é o transplante de rim, seguido do transplante de fígado e do transplante do coração, sendo o transplante de pulmão o mais deficitário em Portugal.

Assinalou-se este ano o 44º aniversário do primeiro transplante em Portugal e segundo a Sociedade Portuguesa de Transplantação, a transplantação permite salvar vidas e melhorar a qualidade de vida, relembrando ainda que os órgãos de nada servem após a morte, pelo que a doação é um acto de transferência de vida. No caso do rim é possível fazer uma doação em vida a um familiar ou amigo com insuficiência renal terminal ou em diálise e continuar a ter uma vida normal.