ELVAS: JULGAMENTO POR AGRESSÃO A MILITARES ADIADO

JulgamentoA__1A sessão de julgamento dos três homens por agressão a militares da GNR foi adiada para o próximo dia 26 de abril, uma sexta-feira.

A primeira audiência estava marcada para hoje, dia 16, no Tribunal de Elvas, mas a defesa dos arguidos solicitou o adiamento alegando que “necessitava de mais tempo para apresentar a sua estratégia de defesa e ter acesso ao processo”.

O Ministério Público concedeu, desta forma, oito dias para a defesa se preparar. Estão arroladas ao processo sete testemunhas, entre as quais os ofendidos.

Ao longo de toda a manhã junto ao Tribunal de Elvas (na foto em cima) centenas de militares e agentes da autoridade marcaram presença, de forma tranquila, numa manifestação de “solidariedade para com os colega, num pedido de celeridade neste tipo de processos e na aplicação de penas exemplares que sejam dissuadores neste género de crimes”, explicou António Barreira (na foto em baixo à direita), coordenador da Região Sul, da Associação de Profissionais da Guarda (APG). JulgamentoA__2

José o´Neil, presidente da Associação Nacional de Sargentos, defendeu “uma alteração legislativa, no sentido de que quem comete crimes a agentes que os defendem têm de ser severamente punidos” e advoga a aplicação de medida de prisão preventiva para estas situações.

Augusto Murta, advogado de Defesa dos três arguidos, revelou-se surpreendido com a concentração de elementos da autoridade esta manhã junto Tribunal de Elvas. Referiu que os seus clientes “estão tranquilos e vão acompanhar o processo com serenidade”.

O caso ocorreu no passao dia 30 de março , na freguesia de Vila Boim, no concelho de Elvas. Três homens foram detidos depois de agredirem três militares da Guarda, que tiveram de receber assistência médica. Todos sofreram ferimentos na zona da cabeça, tendo um sido soturado com 23 pontos e outro com oito.

JulgamentoBA GNR recebeu queixas de que estava um grupo de pessoas, cerca da 01:30, a ouvir música, proveniente de um automóvel, com o som muito alto, tendo sido encaminhada para o local uma patrulha da Guarda.

Quando a patrulha chegou, “as pessoas acataram, a muito custo, a ordem” para baixarem o som da música, mas, mais tarde, “voltaram a aumentar o som”.

Depois a GNR enviou para o local uma equipa de intervenção rápida da força de segurança, que foi recebida com “arremesso de garrafas e paus”, o que provocou ferimentos em três militares, que tiveram de receber tratamento médico. Ouvidos em 1ª audiência, os três detidos ficaram sujeitos a termo de identidade e residência (TIR).