14 anos de TeleMedicina no Alentejo

telemedicina“A telemedicina é uma forma de prestar tratamento à pessoas, conseguindo combater as longas distancias que existem em regiões como o Alentejo”, referiu o Secretário de Estado da Saúde, Manuel Teixeira, após ter assistido no Hospital de Évora a uma consulta de Telemedicina.

Para além desta consulta o governante inteirou-se do Programa de telemedicina do Alentejo e lançou ainda oficialmente o acesso da Plataforma de Dados de Saúde pelas instituições de Saúde do Alentejo.

Sobre a Plataforma de Dados de Saúde O secretário de Estado da Saúde referiu “ que a partir de agora é possível que os profissionais de saúde consigam aceder aos dados dos utentes desde que este já tenha estado em algum ponto do país, onde haja ligação a esta plataforma”.

No que diz respeito ao Programa de Telemedicina do Alentejo ele tem sido muito importante para o Alentejo face às características da região que tem uma fraca densidade populacional e dispersa e ainda uma percentagem elevada de população idosa.

Desta forma o programa regional de telemedicina para o Alentejo tem procurado dentro de uma política de proximidade, maior e melhor acessibilidade, logo equidade no acesso aos recursos de saúde aos cidadãos.

As teleconsultas entre cuidados primários (centros de saúde) e cuidados hospitalares (hospitais regionais de referência e hospitais centrais) tiveram início em 1998 de forma experimental, mas só em 2000 começaram a ser utilizadas de forma sistemática.

Em 2011, a telemedicina abrangeu os quatro distritos do Alentejo. No mesmo ano foram instaladas estações de telemedicina em 20 Centros de Saúde e 6 em hospitais regionais, num total de 26. Estas instalações são constituídas por videoconferências com câmaras de alta resolução, software adequado para englobar as histórias clínicas dos utentes, bem como, arquivo de imagens e ainda alguns “periféricos” como dermatoscópios (já a funcionar) e fonendoscópios electrónicos.

São 15 as especialidades envolvidas: cirurgia geral e pediátrica, dermatologia, cardiologia, tiroidea, psiquiatria, fisiatria, imunohemoterapia, ortopedia, anatomia patológica, oncologia e, no futuro, endocrinologia, reumatologia, urologia e pneumologia

Até 31 de Dezembro de 2011 foram formados a 900 profissionais em 52 locais, tratando temas como: contratualização, intervenção precoce, tratamento de feridas crónicas, cursos sobre qualidade, desenvolvimento nos três primeiros anos de vida, consentimento informado, risco clínico, atendimento telefónico, asma brônquica, erro médico e exame ao recém-nascido.

De referir que até final de 2011 realizaram-se 168.427 atos de telemedicina, incluindo teleconsultas de especialidades médicas e exames por TAC, RM, Teleradiologia convencional, Teleecografia e Telepatologia (com digitalização de lâminas).

Já em 2012 foi implementado o Sistema de Gestão da Qualidade do Programa de Telemedicina do Alentejo, em que se pretende contribuir para a obtenção de ganhos em saúde na população; garantir a humanização dos cuidados e os direitos dos utentes; melhorar o acesso e a adequação da oferta de serviços; promover os processos de telemedicina de modo a garantir a qualidade final dos serviços prestados; melhorar a eficiência técnica e económica; melhorar continuamente a eficácia; valorizar o capital humano, assegurando a formação contínua dos seus profissionais, promovendo a respetiva satisfação.