Carlos Pinto de Sá afirmou: “Privatizar a água será um erro histórico”

8 mar Anexo_DSC_7491O Presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Pinto de Sá, reafirmou que a eventual privatização dos sistemas de abastecimento de água e saneamento será um “erro histórico”. O autarca falava na sessão de abertura do 14º Congresso da Água que decorreu numa unidade hoteleira da cidade.

“Retirar ao Poder Local as suas competências históricas na gestão e uso da água potável, afastar os municípios das questões estratégicas relacionadas com estas matérias, privatizar ao fim ao cabo a água seria um erro histórico, que poderia servir alguns, mas penalizaria a grande maioria”, frisou o edil eborense, na presença do Secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins.

Carlos Pinto de Sá lembrou ainda que “em Portugal, desde a revolução de Abril 1974, fizemos um caminho notável para garantir o acesso à água e ao saneamento à generalidade da população. Esse caminho deve-se, de forma determinante, ao Poder Local democrático, à sua autonomia e cooperação, à posse e à gestão pública dos sistemas e das origens, à sua capacidade para, com parcos recursos, encontrar as formas adequadas para servir as populações”.

“A água é um bem essencial à vida. O acesso universal à água é condição necessária à sobrevivência do ser humano. Nada justifica hoje, exceto um sistema económico predador do homem, que milhões de seres humanos não tenham acesso, com segurança, à água e saneamento, frisou ainda Carlos Pinto de Sá.

O 14.º Congresso da Água, organizado pela Associação Portuguesa de Recursos Hídricos, com o apoio do seu Núcleo Regional do Sul, é dedicado ao tema “Gestão dos Recursos Hídricos: Novos Desafios”.

Segundo a organização, a Gestão de Recursos Hídricos e os Novos Desafios, como os que se relacionam com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pelas Nações Unidas, nunca deixaram de ser atuais ao longo do tempo e a realidade do dia-a-dia reforça essa ideia.

De facto, assegurar a disponibilidade de água e o saneamento para todos, alcançar a segurança do abastecimento, promover o crescimento económico sustentado, assegurar energia a custos acessíveis, tornar as cidades resilientes, promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, das florestas e dos recursos marinhos e combater as mudanças climáticas e os seus impactos são novos, mas há problemas antigos que continuam por resolver na sua totalidade.

Neste contexto o Congresso da Água constitui o fórum certo para debater e reunir na sequência de um período crítico para a Gestão dos Recursos Hídricos a vários níveis, que afetou a sociedade na área da gestão dos Recursos Hídricos, exigindo mudanças organizativas e ações que minimizem esses problemas no futuro.

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