Lavre e Cortiçadas candidatam-se às 7 Maravilhas de Portugal

maravilhasLavre e e Cortiçadas candidatam-se às 7 Maravilhas de Portugal na categoria Aldeias Aldeia Monumento e Cortiçadas na categoria de Aldeia Rural.

A região de Lavre tem uma história longa e rica que se comprova pelos fósseis marinhos do Mesozoico Cretáceo superior, pelos numerosos achados arqueológicos representativos do Paleolítico inferior até aos vestígios de ocupação romana e árabe.

A primeira referência a Lavre (antiga “Lavar”) data de 1186, em que na doação do castelo de Palmela à Ordem de Santiago se diz que os seus domínios chegavam à “foz de Lavar”.
Foi atribuído a Lavre, por D. Dinis: o 1º foral a 13 de fevereiro de 1304; a concessão de território para novo concelho, no mesmo ano; o 2º a 11 de fevereiro de 1305.

Lavre e o seu concelho permaneceu na posse da Coroa até 1430, ano em que D. João I fez doação do castelo de Lavar ao alemão Lambert de Horques. Na segunda metade do Séc. XV a vila e sua jurisdição são entregues à família Mascarenhas até 1759, data em que regressa à Coroa.

O castelo e restante vilarejo foram praticamente destruídos pelo terramoto de 1755.
Em 1836, durante o processo de reforma administrativa liberal, o termo de Lavre viria a ser reintegrado no de Montemor-o-Novo.

Desta história permanece um património construído rico, enquadrado num património natural que deu mote ao livro “Levantado do Chão” de José Saramago – “O que há mais na terra é paisagem”.

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção, Ermida de Santo António, Capela de São Miguel, Torre do relógio e edifício dos Paços do Concelho, Ermida de São Sebastião, Igreja da Misericórdia, Ponte do Pedrógão, relíquia Manuelina composta de 3 arcos, tendo hoje apenas um erguido, que era uma serventia da primitiva estrada real chamada das “Quadrilhas” que ligava Évora aos portos do Sorraia e do Tejo, fontes, moinho da Ponte que utilizava as águas da ribeira de Lavre para laboração, conjunto de antas ou vestígios das mesmas, como anta das Várzeas, anta do Chão do Barranco; anta da Herdade das Antas são algumas das riquezas patrimoniais de Lavre.

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